domingo, 7 de novembro de 2010

Se esperar dançou!








Em reportagem de O Globo, alguns ilustres acreanos tentam explicar o que deve ter sido a maior "vitória com sabor de derrota do PT nos últimos anos".

Quase ganhar o governo, com Bocalom, fazer os dois deputados federais mais votados, Bittar e Flaviano e ter praticamente a mesma votação que o super/hiper/max/big candidato Jorge Viana, elegendo Sérgio Petecão ao Senado, a flagorosa derrota de Dilma Rousseff no estado, são coisas que a Frente Popular do Acre "jamais" irá esquecer.

Como já era de se esperar, política e governo são como casamento, se desgastam. Ao longo dos últimos 12 anos o PT e seus aliados foram egoístas, só eles chegaram lá, oprimiram, amedrontaram, perseguiram, não cumpriram as promessas feitas e desencantaram a população. Igualzinho acontece com marido e mulher. Acabaram com o esquadrão da morte, mas, instalou-se no estado uma violência "sem limites", por conta do êxodo rural e do cinturão de pobreza criado nas cidades, por falta de políticas de geração de emprego e renda e, de mecanismos que segurem o homem no campo (florestas). O homem do campo não quer apenas "sobreviver", ele quer poder ganhar e adquirir coisas.

A vitória de Tião Viana, não foi "bem uma vitória", teve mais gosto de derrota. E, não foi a primeira vez, nas eleições para a Prefeitura de Rio Branco em 2008, a oposição não levou para o 2º turno por apenas 800 votos, eles tiveram dois anos para corrigir os erros e não o fizeram, a população desta vez está dando o derradeiro aviso.

- Há parcelas da população insatisfeitas por conta de erros acumulados ao longo de 12 anos, principalmente no funcionalismo público. O PT aqui é acusado de autoritarismo, de ser arrogante com os funcionários e com a população - aponta Antonio Alves, que se autointitula "assessor dissidente" do governo de Binho Marques (PT).

O funcionalismo está insatisfeito porque "não há cargos comissionados por competência", os cargos de confiança do governo e das prefeituras, são dados a pessoas que em geral vem de fora, e assumem no lugar dos acreanos. O critério usado é o QI (quem indica).

Será que os acreanos são menos inteligentes do que os de fora? Se colocarmos todos os comissionados numa sala, se ouvirão sotaques desde o Oiapoque até o Chuí, são os derrotados em outros estados que foram trazidos para o Acre como prêmio pelo pessoal do PT. É o esquema de acomodação da "cumpanheirada".

O Jornalista Antonio Alves, uma espécie de "guru" até bem pouco tempo entre os petistas, agora dissidente e ao lado de Marina Silva, afirma agora que: - No Acre não existe imprensa, existe assessoria de imprensa. Quem ganha o governo leva a imprensa de contrapeso. A tentação de dominar os meios de comunicação parece irresistível.

Já ouve um tempo no Acre em que havia uma imprensa, hoje em dia o que se tem são "dadores de notícias e releases" que vem prontos da Secretaria de Comunicação do Governo, texto no qual não se pode mexer uma vírgula, nem dar opinião sobre eles, a não ser que seja pra "babar" um pouco mais a coisa ou assuntos que não comprometam o governo. Na TV, as entrevistas com pessoal da Frente Popular são meros monólogos em que o entrevistado tece "loas" ao governo ou ao prefeito fazendo propaganda explícita das "coisas que os do PT acham que os acreanos precisam", sim, porque "administração participativa" é só uma utopia, aqui se faz o que o PT quer e pronto.

- O PT do Acre tem a mania de controlar demais. Nessa gana de ganhar para se perpetuar no poder, eles jogam todas as fichas nas campanhas locais, e a federal fica meio de lado. A sensação é de que o PT vai perder a prefeitura e o governo nas próximas eleições - avalia o Professor Evandro Ferreira, pesquisador do INPA e ilustre blogueiro

Evandro Ferreira está certíssimo, mesmo com a possibilidade de pegar uma vaga num ministério, Jorge Viana "teve" que carregar nesta campanha um fardo chamado Edvaldo Magalhães, mesmo sabendo que ele não ganharia, Jorge sabia disso, tendo pouco tempo para cuidar da campanha para presidente, o que deixou uma lacuna que consequentemente contribuiu muito para a derrota de Dilma por aqui, isso não aconteceu na eleição anterior, quando perderam pra presidente no primeiro turno e ganharam no segundo.

- Houve uma demonstração de insatisfação com o PT que atingiu a Marina. Diz Antonio Alves.

O pessoal ficou insatisfeito com Marina Silva, porque ela saiu do PT, mas, continuou sendo petista. Disse que não tinha raiva nem mágoa do povo do PT, embora eles tenham sacaneado com ela. Quando Marina começou a crescer muito no Estado do Acre, fizeram dela Senadora, para afastar ela daqui, por medo que ela pudesse ser eleita governadora. Ela foi pra Brasília e chegou ao Ministério do Meio Ambiente, outra manobra para mantê-la longe do Acre. Marina disse que tinha saído do PT, mas, ainda continuava "morando no mesmo quarteirão" e o povo interpretou que ela tinha saído, mas, ainda continuava farinha do mesmo saco e que sua candidatura à presidência, era um esquema pra tirar votos do Serra.

A maior "revelação" destas eleições, o Deputado Federal eleito Sibá Machado, que depois de 16 anos sem disputar nenhuma eleição no Acre, surpreende até a ele mesmo, com mais de 25 mil votos, me parece desorientado em sua avaliação, dizendo que o "povo não simpatizou com Dilma. O povo não vota por simpatia. No Acre o povo está começando a entender "o que é melhor para ele", que se deixou envolver por um monte de sonhos, utopias e ilusões durante 12 anos, mas, que agora está acordando.

A oposição no Acre tem agora sua maior chance em muitos anos, de conquistar novamente o poder, tem que fazer pressão, não pode aliviar nada, nem arredar um centímetro sequer, tem que dar trabalho ao governo, mantê-lo preocupado e não deixar pra fazer campanha só nos três meses que antecedem à eleição. Tem que começar a ganhar a Prefeitura de Rio Branco, agora.

"Quem sabe faz a hora, não espera acontecer"! Se esperar, dançou!

Um comentário:

  1. Cara de Bolacha-Maria Viana8 de novembro de 2010 14:29

    A chapa tá quente, mano!!! Aqui se faz, aqui se paga! O império do mal começa a ruir...

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