terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A gente descobre cada coisa...

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Li esta incrível história no Blog do Rocha e resolvi reproduzir por que além de interessante faz parte da história do Acre, leiam por que é fascinante! 

Um leitor do nosso blog, chamado Michael Marinho, mandou um e-mail sobre este Navio:

Navio Benjamim atracado em Rio Branco - AC

Hoje estive voltando da feira da Panair em direção a nossa residência, nas proximidades da avenida Constantino Nery com a avenida Boulevard e ao atravessar a ponte dos Educandos, no pequeno engarrafamento que se formava naquele trecho, tive a oportunidade de visualizar o Centro de Artes Usina Chaminé (não sei se é esse o nome) e mais em direção ao rio, olhando em direção ao Makro, pude notar que há um antigo navio a vapor, deteriorado, enferrujado, mas muito elegante e grandioso. Com uma câmera tirei uma foto, um pouco distante, mas é possível notar a sua presença. Pretendo ir lá novamente e tirar fotos mais próximas. Você sabe que navio é esse? Em anexo a foto. Abraços”.

Pronto, foi um prato feito para mim, pois, aguçou a minha curiosidade por coisas antigas que fazem parte da nossa história, na realidade, já estive lá no ano passado, tirei fotografias, ficou somente nisso; com o e-mail do Michael Marinho, fiquei motivado e, fui a campo.

Este navio faz parte da história do Acre, pois, na época áurea da borracha, no final do século dezenove e inicio do século vinte, fez milhares de viagens levando mercadorias e passageiros no trajeto Belém-Rio Branco-Belém, cumpriu a sua missão, infelizmente, está abandonado à própria sorte num beiradão do Rio Negro, em Manaus.

Segundo alguns bloqueiros do Acre, um governador acreano tentou comprá-lo, para atracá-lo próximo ao Mercado “Elias Mansour”, o negócio não foi realizado, pois o pessoal do governo achou muito caro a transação, porém, para a maioria dos acreanos “a história não tem preço” – estão certíssimos! Segundo o jornalista Altino Machado “o governador Jorge Viana foi gerado por Wildy e Sílvia, durante uma viagem para Belém, no Navio Benjamin”.


O local onde se encontra o nosso esquecido e maltratado Navio Benjamin, fica na Avenida Lourenço da Silva Braga, conhecida como “Manaus Moderna”, no Estaleiro da família Coutinho. Naquele local, era conhecido como “Ilha de Caxangá”, funcionava o Estaleiro Nilo Tavares Coutinho; tempos bons, em que tomei por lá muito banhos de rio.

Quando estive no local, para compensar a tristeza em ver aquele importante navio abandonado, tive uma enorme surpresa, pois quem me atendeu foi exatamente o Daniel Coutinho, um dos proprietários do estaleiro – ele foi meu contemporâneo do Igarapé de Manaus, a sua família morava na Avenida Sete de Setembro, bem ao lado do antigo prédio do “Corpo dos Bombeiros” (abandonado pela Prefeitura de Manaus), estudamos no Colégio Barão do Rio Branco, pulamos muito da Primeira Ponte e curtimos de montão o Cine Guarany.

Pois bem, o meu amigo Daniel Coutinho falou um pouco sobre o Navio Benjamin “Ele foi deixado por aqui, por volta de 1995, funcionava direitinho, foi abandonado pela família “Pacheco”, dizem quem é o responsável por ele é o advogado João de Deus; ano retrassado foi feita uma reportagem de página inteira, não sei informar qual foi o jornal; certa vez, veio até aqui um governador do Acre, tentava negociar a compra, parece que ele ofereceu cem mil reais, mas, a família proprietária não aceitou, eles pediram duzentos mil, o negócio não foi fechado; depois, apareceu um gringo oferecendo 65 mil dólares americanos, ele queria fazer um "restaurante flutuante", a família achou muito pouco, o negocio também não foi fechado, ou seja, não receberam nada e o navio já está com mais de dezesseis anos jogado fora, apodrecendo, além do mais, está tomando lugar no estaleiro, não ganhamos nada para tomarmos conta dele, inclusive, pago uma pessoa para morar no próprio navio, para não permitir a entrada de curiosos e marginais, de vez em quando aparecem uns pichadores e enfeiam ainda mais o navio; como trabalho com a construção naval, posso afirmar que ainda há tempo de recuperá-lo, tenho material e pessoal qualificado para isso, basta pagar um valor justo pelos nossos serviços”. Muito bem, Daniel!

O radialista acreano Edizio Lima tem toda razão “A História não tem preço! O atual governador do Acre tem o dever de comprar este navio, a família proprietária tem de repensar e cobrar um preço justo, não adianta querer exorbitar no valor – a recuperação deve ser feita no próprio local, ou seja, no estaleiro do Daniel Coutinho e, ser rebocado para onde nunca deveria ter saído: da cidade de Rio Branco, no Acre. Deve ficar exposto nas proximidades do Mercado Elias Mansour, ficar por mais cem anos fazendo história na Amazônia, em particular, para a nova geração dos acreanos. É isso.

Acreucho: O navio Benjamim fez realmente parte da história dos acreanos, navegou muitos anos pela Amazônia levou e trouxe muita gente ilustre e também pessoas comuns e fez parte do cotidiano de muitos acreanos. Se fosse comprado e restaurado pelo Governo do Acre para ser exposto aqui em Rio Branco como um monumento histórico teria o meu apoio incondicional e o de muitas pessoas que tem alguma consciência histórica. Afinal pra reformar o navio e trazê-lo de volta não se gastaria mais que uns 500 mil reais, pra quem gasta 5 milhões com festa de carnaval é um trocado!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Doa, à quem doer III

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As cartas estão postas... A solução para a oposição ainda será a união, pregarei isso até me cansar... Até os cabeça duras dos líderes dos partidos entenderem que não podemos desperdiçar uma oportunidade como esta de vencer uma eleição majoritária, depois de muitos anos e muitas derrotas. Quando entenderão que precisamos aproveitar a oportunidade enquanto a Frente Popular está fragilizada numa batalha interna pelo poder entre PT e PCdoB? Não temos tempo para nos divertir com "balhões de ensaio" soltados ao vento. A candidatura da Frente Popular com Marcus Alexandre não nos assusta, não faz cócegas na oposição, ele não tem qualificação política para uma disputa dessas e não se elegem mais "postes" neste Estado. Porém, se a Deputada Federal Perpétua Almeida entrar mesmo na disputa a coisa muda de figura, não digo que a oposição não possa ganhar, mas, será muito mais difícil...

Mais uma vez apelo para o bom senso (se houver) coletivo da oposição, União Já!

Fernando Melo da Costa: Não há como se eleger, mesmo com a ajuda de Sérgio Petecão e do Flaviano Melo, a transferência de votos é muito difícil, está nesta parada por que colocaram ele lá e ele de bobo não tem nada... Está fazendo mídia para a próxima para Federal, pretendendo substituir o Flaviano que está de olho no Senado... Os dois podem quebrar a cara e ficar sem mandato, pois, a grande possibilidade para substituir o Aníbal Diniz é o Deputado Gladson Camelli.

Luiz Calixto : Meu amigo Luiz também busca nova oportunidade para voltar à ALEAC, não acredito que uma raposa inteligente como ele imagine que possa se eleger Prefeito de Rio Branco, pelo menos no panorama atual. É um cara sério, bem intencionado e que tem lutado muito pelo nosso Acre. Seria a meu ver um excelente prefeito para Rio Branco, competência não lhe falta.

‎Leôncio Castro Absoluto: é um jovem que tem o desejo de se lançar na política, sério e capaz só que está tentando um vôo o qual suas asas não lhe dão sustentação. Será o candidato da moçada das baladas, que o conhecem bem e que certamente o elegeriam vereador, mas, prefeito não há condições...

Tião Bocalom: Bocalom tem todas as condições, tem cacife eleitoral e competência de sobra para assumir e administrar bem a prefeitura. Porém, precisa se abrir um pouco mais, ampliar seus horizontes e acima de tudo conhecer seus inimigos políticos. Ele os tem até dentro do seu próprio partido. Precisa compreender que é necessário negociar, política é negociação. Não conseguirá vencer sozinho e poderia fazê-lo já no primeiro turno se chamasse seus pares da oposição para uma conversa franca, daquelas que arrepiam até o diabo, mas, que precisa ser conversada.

Creio que podemos levar esta eleição, porém, não cometeria o erro de menosprezar o adversário que mesmo combalido com as lutas internas é perigoso. Caso a Deputada Federal Perpétua Almeida resolva mesmo entrar na disputa o perigo dobra, por que mesmo que a oposição fosse unida "poderia" haver segundo turno.

Converso diariamente com as pessoas nos mais diversos lugares de nossa cidade e sei das reais possibilidade de levarmos essa eleição, só precisamos deixar de firulas e pensar no coletivo ao invés de alimentar a "fogueira das vaidades".

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Doa a quem doer II - União já!

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As eleições 2012 se aproximam... Já temos colocados diversos candidatos “de oposição” dispostos a disputar o pleito. Até que ponto isso é bom e salutar para os destinos da oposição? Quem é que sabe? A estratégia de um segundo turno é uma faca de dois gumes é dar uma segunda chance ao inimigo para que possa nos surpreender e o nosso inimigo não é qualquer um...

Tião Bocalom deveria, em tese, ser o candidato de consenso à PMRB pelas oposições. Em 2010, bateu o todo poderoso Tião Viana na capital, onde fez mais votos que Viana, para o governo, mesmo este tendo a máquina em suas mãos e, usado e abusado dela.

Em política as coisas nem sempre são como se pensa e principalmente como a gente gostaria que fosse. Prova disso é o grande número de candidatos que se apresenta “pela oposição” para disputar o pleito. Tião Bocalom, Fernando Melo, Luiz Calixto, Airton Rocha e quem sabe até mais alguém. Qual o motivo desses candidatos quererem levar a disputa para um segundo turno? Cada qual tem o seu motivo pessoal, que é como senha de banco, “não revelam pra ninguém”! É puro egoísmo. Não pensam na coletividade, não pensam no povo, só conseguem ver o poder!

Sorte das oposições no Acre é que não são muito veiculadas na mídia, pois, senão o eleitorado estaria confuso com as brigas, confusões internas e briguinhas de comadre por disputa de poder e posições para o pleito de 2012. Como sempre falo: “A oposição no Acre é tão democrática, que chega a se complicar por isso”. Mesmo na Democracia, tem que haver lideranças, só que elas não precisam viver às turras, fazendo beicinho o tempo todo.

Os eleitores de Rio Branco têm grande vontade de mudar, já demonstraram isso, a Frente Popular (PT) já entrou num círculo vicioso de poder e está começando a trocar os pés pelas mãos, governou durante oito anos para as elites da cidade, enquanto os menos favorecidos continuam quase na mesma situação em que se encontravam. Essa vontade de mudar implica em grande esperança de que mudando o prefeito, a vida das pessoas possa também mudar.

Não há a mínima dúvida de que Tião Bocalom é o favorito na vontade do povo. Por onde a gente passa, ele é comentado com grande simpatia e esperança de mudança. O povo quer Tião Bocalom governando a prefeitura, para vê-lo colocar em prática pelos rio-branquenses o que fez pelo povo de Acrelândia, onde administrou com grande eficiência durante anos. Deveria, portanto, ser o candidato de uma oposição unida, coesa e militante, que depois de tantos anos fora do poder, em teoria, deveria ter um só pensamento, “vencer a Frente Popular”. Mas, parece que não é isso que acontece. Há muitos interesses particulares e pessoais envolvidos! Não conseguimos vencer nossas próprias vaidades.

Fernando Melo vem de uma derrota para Federal pela Frente Popular, onde foi boicotado por seus pares (PT), está na oposição por conveniência política, é um bom candidato, mas, não para “este pleito”, agora a vez é de outro e ele não deveria pegar corda, pois, a decepção será flagorosa. Dizem que ele não aceitaria ser o vice, o que considero um desperdício, pois, estaria fazendo “mídia” para a próxima. Isso é falta de humildade, talvez não dele, mas, das lideranças que o apoiam.

O ex-deputado Luiz Calixto é um guerreiro, sempre combatendo e expondo as vísceras da Frente Popular, não conseguiu se reeleger para estadual, por que houve uma desconstrução de seu nome durante a campanha, por uma equipe da Frente Popular cujo objetivo era alijá-lo da política, vai concorrer, mas, está ciente das dificuldades que vai encontrar.

O Professor Airton Rocha é um idealista, tinha deixado a política por ter-se decepcionado e resolveu à convite de amigos voltar para disputar o que considero o pleito mais difícil de sua vida, por que as chances são ínfimas.

Tião Bocalom é sem dúvida alguma o favorito para se eleger Prefeito de Rio Branco neste ano, já venceu na capital disputando o governo nas eleições passadas. Seu nome é muito bem quisto junto ao eleitorado, fez administrações admiráveis em Acrelândia quando prefeito o que o cacifa para ser o concorrente em qualquer cabeça de chapa. A única coisa com a qual ele tem que ter cuidado é ter adversários políticos dentro de seu próprio partido (isso todo mundo sabe). Os adversários de outros partidos todo mundo conhece, estão postos e dispostos para disputar com ele a cadeira.

Então as coisas vão ficar mais ou menos assim: Tião Bocalom terá que disputar com a Frente Popular e com o “fogo amigo” de dentro da própria oposição. Isso é uma coisa que não consigo compreender, mas, deixa pra lá!

Se podemos liquidar a fatura num primeiro turno, por que temos que levar a disputa para segundo turno, imputando mais desgaste e gastos desnecessários. As possíveis “alianças” para um segundo turno, são ilusórias, perdedores dificilmente terão disposição para deixar suas poltronas em casa e ir aos palanques solidarizar-se com quem os derrotou, também não colocarão a mão na carteira pra ajudar com nada a quem fez desvanecer seus sonhos.

Talvez os supostos candidatos tenham medo de que não haja lugar para eles na administração tucana, isso quem sabe possa acontecer, Bocalom ganhando a eleição sozinho, terá a prerrogativa de governar sozinho ou com quem o apoiar. Tenho pra mim que quando assumir a Prefeitura, Tião Bocalom não deixará de chamar para administrar com ele, Fernando Melo, Luiz Calixto e Airton Rocha, cuja competência já está provada há muito tempo, cada qual na sua área, isso obviamente se houvesse uma aliança entre todos para conquistar a prefeitura.

O Deputado Federal Flaviano Melo (PMDB) e o Senador Sérgio Petecão (PSD) pensam de maneira diferente do povo, acham que quem deve ser o Prefeito de Rio Branco é o ex-petista Fernando Melo, recém engajado nas fileiras da oposição, o que não o cacifa como favorito, ele teve pouco mais de seis mil votos em Rio Branco e, até agora não disse “por que veio para a oposição”. Não revelou nada do que supostamente poderá saber dos tempos que militou na Frente Popular e que possa ser usado como argumento ou denúncia contra os governos petistas.

Não sei se mais alguém poderá pensar como eu, mas, se elegermos Fernando Melo para a PMRB, ele como prefeito eleito poderá fazer o que quiser, poderá, por exemplo, trazer para a prefeitura pessoas ligadas a ele durante anos e que militavam no Partido dos Trabalhadores, como é o staff do Petecão.
Há um velhinho com quem sempre converso sobre política, e ele me fez uma interessante pergunta: Vocês já viram que podem ganhar a prefeitura e entregar a administração municipal nas mãos de um ex-petista?

Alguém já pensou detidamente no que disse outro dia o “Lhé” (militante petista), “Fernando Melo é um cavalo de Tróia na oposição”? Não tenho nada contra Fernando Melo, nem contra Sérgio Petecão, muito pelo contrário os admiro, por terem deixado as benesses da Frente Popular para militar na oposição onde a vida é muito mais difícil. Acho porém, extravagante , que um militante atuante como era Fernando Melo na Frente Popular seja recebido na oposição já com status para disputar uma eleição majoritária. 

Considero no mínimo uma atitude temerária, desesperada e infantil por parte do experiente PMDB. Jogar o eleitorado da oposição num plebiscito, tendo que escolher entre Fernando Melo ou Tião Bocalom, poderá ser muito perigoso. Se isso fosse um “esquema” para levar a disputa para um segundo turno, pra reforçar a candidatura do Bocalom e enfraquecer a Frente Popular, tudo bem. Mas, pelo andar da carruagem, pela conversa dos militantes peemedebistas e peessedessistas, eles têm mesmo a pretensão de “ganhar” as eleições, não de apenas montar um esquema de campanha.

Dos pouco mais de seis mil votos que teve, na Frente Popular para Federal, Fernando Melo dificilmente trará algum deles estando na oposição, pois, seu eleitorado “é da Frente” e vai votar com ela. Será que Sérgio Petecão e Flaviano Melo acham que “seus” eleitores, que os elegeram para Federal e ao Senado, irão votar no Fernando só por que eles estão pedindo? Ledo engano! Transferência de votos é algo muito difícil. Quem vota, vota no candidato, não em quem ele depois de eleito indica. Jorge não conseguiu eleger o Edvaldo! Então por que estariam criando essa celeuma?

Estariam o PMDB e o PSD montando algum esquema para “ficar bem na foto” e requisitar posições importantes na administração municipal depois do segundo turno entre Bocalom e o candidato da Frente Popular? Fosse isso, liquidariam o assunto logo no primeiro turno e depois tirariam férias, já seguros de suas posições. Seria um esquema para poder negociar melhor apoio para o segundo turno? Terá o PMDB e o PSD medo que Bocalom não tenha pessoal para administrar bem a prefeitura, comprometendo assim as eleições de 2014? Será que Sérgio Petecão não pensa que precisará do apoio do Bocalom para 2014?

Alianças e combinações são comuns entre partidos durante as eleições, será que não é possível um acordo para o bem comum do povo acreano? Qualquer pessoa medianamente inteligente sabe que precisa haver união entre as oposições e que a administração da prefeitura e mesmo do estado tem que ser conjunta, entre os que lutaram para ganhar as eleições, ninguém ganha uma eleição sozinho.

Outro dia um membro da executiva do PMDB me disse que: “ter candidato próprio a PMRB é uma questão de sobrevivência” para o partido.  Este tipo de pensamento, individualista do PMDB, sinaliza que eles estariam pensando mais no pessoal do que no social.

A mente de um candidato não funciona como a do cidadão comum. Todo candidato “acha que pode ganhar”, que vai ter apoio deste ou daquele fulano, que todo mundo gosta dele e outras bobagens. Em todos os meus anos militando em política, já vi candidatos “sem nenhuma condição de vitória”, empolgados, gastando o que não têm, fazendo dívidas e mendigando ajudas aqui e ali, na esperança de ganhar uma eleição. Uma candidata nas eleições de 2008 chegou pra mim e disse que teria “no dia”, duas mil pessoas trabalhando para ela, teve duzentos e poucos votos... Se ela tivesse duas mil pessoas trabalhando pra ela, estaria eleita. Cabeça de candidato é um negócio complicado!

Nós da oposição, queremos ganhar ou perder as eleições 2012? Claro que queremos ganhar! O povo do Acre quer mudanças, já demonstrou isso nas últimas eleições, quando a Frente Popular ganhou “com as calças na mão” e “por puro acaso”. Então alguém tem que puxar o freio de mão das lideranças oposicionistas e restituir-lhes o juízo, coisa que considero bem difícil, pois, Flaviano Melo, Sérgio Petecão, Tião Bocalom, que são os cabeças da oposição atualmente, se consideram absolutos, acham que só as idéias deles é que são boas.

Bem, eu tenho novidades para essas lideranças.

Existem duas palavras que devem ser analisadas com carinho: Humildade e União. Se não houver humildade por parte das lideranças em discutir o problema, achar soluções, conversar com as bases, saber a opinião do povo e principalmente ouvir as pessoas que fazem política, procurando uma solução na qual a “união” seja o objetivo principal para o bem comum pensando na coletividade e não em resolver seus problemas particulares, estaremos disputando um pleito perdido e estaremos novamente entregues nas mãos de nossos adversários políticos.

Uma reunião entre jornalistas de oposição, blogueiros, formadores de opinião e pessoas interessadas em fazer alguma coisa pelo Acre, com as lideranças de oposição seria uma atitude acertada para quem sabe, se conseguir um denominador comum e trabalharmos juntos não para o bem individual de ninguém, mas, para o bem da comunidade. 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Em defesa dos pacientes...

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Defenda a classe médica quem quiser... Mas, a Secretária de Saúde (certamente quase ex-secretária), tem lá suas razões para dizer o que disse, doa a quem doer. Há uma disparidade muito grande entre o atendimento nos consultórios particulares e no serviço público. Isso então caracteriza o que disse a secretária, que os médicos atendem melhor quando é particular ou dão prioridade ao atendimento ou a trabalharem "particular" do que atender pelo governo, que segundo eles lhes paga um salário que não condiz com o trabalho que prestam. 

Vamos ver então: "há algum tempo, fui solicitar um atendimento numa das UPA's, minha queixa era dor na articulação do braço direito, certamente em razão de uma queda que levei na minha garagem. O profissional de saúde que me atendeu nem olhou para mim durante a consulta, tinha os olhos presos nos papéis em cima da mesa e assim permaneceu, perguntou o que eu tinha, eu disse e ele rabiscou algumas coisas num papel, solicitou um RX, não se dignou a me examinar, nem a me inquirir a respeito das coisas que eu estaria sentindo, mandou-me tomar dipirona e um relaxante muscular". Os médicos, nos postos e nas UPA's atendem as pessoas assim, sem olhar, sem conversar, sem examinar. 

Tenho um aviso a eles: "pobreza não pega", não pelo contato. Outra vez fui na mesma UPA e me receitaram um medicamento que havia anos estava "proibido". De outra feita, me deram num posto de saúde um medicamento que já estava vencido há meses. As filas de espera nestes lugares são enormes, na UPA do 2º Distrito, o mesmo médico que atende as emergências, atende também aos pacientes que foram fazer consultas, então, quando vai atender uma emergência, as consultas param, isso quando não param por outros motivos, cafezinho, conversas no corredor, horário de descanso, atender celular e outras coisas mais. Não são só os médicos que atendem com descaso no serviço público, o resto dos funcionários também (acho que por influência), se acham no direito de fazer corpo mole. 

Quando será que a classe médica vai entender que medicina "não é uma profissão" como mecânica? Medicina é um sacerdócio, como ser um Padre ou um Pastor. Um médico não tem que atender um paciente por que esteja ganhando pra fazer aquilo, tem que atender (e atender bem) por ser sua obrigação humanitária, tenha o paciente dinheiro para pagar ou não. Só que há médicos que se esquecem do Juramento de Hipócrates e se tornam "hipócritas". 

Claro que não podemos generalizar os comentários aqui feitos, há médicos que atendem bem e são solícitos e atenciosos. 

Tenho duas sugestões:
1 - Os médicos que não estiverem satisfeitos com o serviço público e com o salário que lhes pagam, demitam-se e vão trabalhar particular, nunca esquecendo que apenas uns 10 ou 15% da nossa população tem condições de pagar consultas médicas e, preferem médicos já conceituados.

2 - Esta segunda sugestão é para o Governo Federal. "Todo médico recém formado deveria trabalhar "apenas" para o governo por um período de cinco anos, só então depois poderia pensar em montar seu próprio consultório e explorar a medicina como meio de ganhar dinheiro". Isso deveria ser uma Lei.

As coisas que digo neste artigo são facilmente comprováveis, é só conversar com qualquer paciente do SUS e confirmar. Obviamente o governo também tem a sua parte de culpa nos "casos de descaso", mas, a que se reconhecer que tem executado diversas ações para melhorar o atendimento. Se nenhum funcionário de governo pudesse ter plano de saúde, incluindo os da alta cúpula, em seguida o governo procuraria melhorar o atendimento, por que estariam sentindo na pele o problema. 

O grande problema neste nosso país de meu Deus é que não temos Leis, as que temos são obsoletas e estão cem anos atrás de outros países onde o cidadão tem realmente direitos civis.

Os médicos ganham pouco? Poxa isso é uma pena! O que dizer então dos professores que foi quem os ensinou a ser médicos?

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A palavra chave é "União"...

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A oposição, toda ela, tem que se preocupar para as eleições 2012 de resolver seus problemas internos. A palavra chave para derrotar a Frente Popular é "União". Se não nos unirmos corremos o risco de perder... Oba, Oba não ganha eleição, nem pretenção. Com união ganhamos fácil, sem união, podemos até ganhar, só que será um pouco mais difícil. Vamos ver agora, se a oposição tem mesmo projetos políticos e democráticos para a sociedade de Rio Branco ou se os planos são somente "pessoais".

Bocalom que é o candidato preferencial deve se abrir e chamar os outros candidatos para a mesa de negociação para uma união pensando na coletividade. A escolha de seu vice, por exemplo, deve ser uma decisão política, orientada para a possibilidade de agregação de votos e não para querer agradar este ou aquele segmento da sociedade.

Precisamos compreender que haverão diversas candidaturas à PMRB, mas, que a única com possibilidade de vitória é a de Tião Bocalom, as outras têm outros objetivos que são "ficar na mídia para uma próxima peleja, lançar um balão pra testar a popularidade e outras coisas". Na realidade essas candidaturas "nem deveriam existir".

O segmento evangélico, sob pena de estar cometendo pecado, deve "descer do pedestal" que ele mesmo se colocou, achando que sua influência na disputa política pela prefeitura é essencial e que podem tirar proveito disso. Duvido que Deus aprove este tipo de atitude! "Tudo me é lícito, mas, tudo me convém"?

Os políticos pretendentes ao cargo também devem descer de seus pedestais, no qual ninguém os colocou e dar prova de que pensam coletivamente, apoiando a candidatura que realmente tem condições de levar a vitória. É isso que o sofrido eleitorado do Acre espera deles.

O povo do Acre quer mudanças, mas, mudanças que possam trazer novas perspectivas para suas vidas, pra ficar do jeito que está, com políticos que só conseguem ver seu próprio umbigo e só pensam neles próprios, melhor deixar do jeito que está!

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