Acreucho
OPINIÃO E COMENTÁRIOS SOBRE ASSUNTOS ATUAIS
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Esse Brasil XVII
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
SEM MEDO DO PASSADO

Fernando Henrique Cardoso
O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária, distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que se a oposição ganhar será o caos. Por trás dessas bravatas está o personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de tanta glória. Houve quem dissesse “o Estado sou eu”. Lula dirá, o Brasil sou eu! Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita.
Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos. Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu passos adiante no que fora plantado por seus antecessores. Para que, então, baixar o nível da política à dissimulação e à mentira?
A estratégia do petismo-lulista é simples: desconstruir o inimigo principal, o PSDB e FHC (muita honra para um pobre marquês…). Por que seríamos o inimigo principal? Porque podemos ganhar as eleições. Como desconstruir o inimigo? Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido. Onde está a política mais consciente e benéfica para todos? No ralo.
Na campanha haverá um mote – o governo do PSDB foi “neoliberal” – e dois alvos principais: a privatização das estatais e a suposta inação na área social. Os dados dizem outra coisa. Mas os dados, ora os dados… O que conta é repetir a versão conveniente. Há três semanas Lula disse que recebeu um governo estagnado, sem plano de desenvolvimento. Esqueceu-se da estabilidade da moeda, da lei de responsabilidade fiscal, da recuperação do BNDES, da modernização da Petrobras, que triplicou a produção depois do fim do monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade, chegou à descoberta do pré-sal. Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de R$ 6 bilhões e, junto com a Caixa Econômica, libertados da politicagem e recuperados para a execução de políticas de Estado.
Esqueceu-se dos investimentos do programa Avança Brasil, que, com menos alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de obras essenciais ao país. Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a empresa era estatal, de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o salto que deu depois de privatizada, de que essas empresas continuam em mãos brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento no país.
Esqueceu-se de que o país pagou um custo alto por anos de “bravata” do PT e dele próprio. Esqueceu-se de sua responsabilidade e de seu partido pelo temor que tomou conta dos mercados em 2002, quando fomos obrigados a pedir socorro ao FMI – com aval de Lula, diga-se – para que houvesse um colchão de reservas no início do governo seguinte. Esqueceu-se de que foi esse temor que atiçou a inflação e levou seu governo a elevar o superávit primário e os juros às nuvens em 2003, para comprar a confiança dos mercados, mesmo que à custa de tudo que haviam pregado, ele e seu partido, nos anos anteriores.
Os exemplos são inúmeros para desmontar o espantalho petista sobre o suposto “neoliberalismo” peessedebista. Alguns vêm do próprio campo petista. Vejam o que disse o atual presidente do partido, José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobras, citado por Adriano Pires, no Brasil Econômico de 13/1/2010. “Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior (monopólio), voto contra. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobras produzia 600 mil barris por dia e tinha 6 milhões de barris de reservas. Dez anos depois, produz 1,8 milhão por dia, tem reservas de 13 bilhões. Venceu a realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz dela”.
O outro alvo da distorção petista refere-se à insensibilidade social de quem só se preocuparia com a economia. Os fatos são diferentes: com o Real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total. A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo. De 1995 a 2002, houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%. O rendimento médio mensal dos trabalhadores, descontada a inflação, não cresceu espetacularmente no período, salvo entre 1993 e 1997, quando saltou de R$ 800 para aproximadamente R$ 1.200. Hoje se encontra abaixo do nível alcançado nos anos iniciais do Plano Real.
Por fim, os programas de transferência direta de renda (hoje Bolsa-Família), vendidos como uma exclusividade deste governo. Na verdade, eles começaram em um município (Campinas) e no Distrito Federal, estenderam-se para Estados (Goiás) e ganharam abrangência nacional em meu governo. O Bolsa-Escola atingiu cerca de 5 milhões de famílias, às quais o governo atual juntou outras 6 milhões, já com o nome de Bolsa-Família, englobando em uma só bolsa os programas anteriores.
É mentira, portanto, dizer que o PSDB “não olhou para o social”. Não apenas olhou como fez e fez muito nessa área: o SUS saiu do papel à realidade; o programa da aids tornou-se referência mundial; viabilizamos os medicamentos genéricos, sem temor às multinacionais; as equipes de Saúde da Família, pouco mais de 300 em 1994, tornaram-se mais de 16 mil em 2002; o programa “Toda Criança na Escola” trouxe para o Ensino Fundamental quase 100% das crianças de sete a 14 anos. Foi também no governo do PSDB que se pôs em prática a política que assiste hoje a mais de 3 milhões de idosos e deficientes (em 1996, eram apenas 300 mil).
Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças. Mas se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer.
Fonte: Revista Veja
Esquadrão da morte... O Auê!
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Minha epopéia na UPA do 2º Distrito!
UPA – Lá no Sul (RS) este termo é usado quando a gente dá um abraço em alguém. Em geral quando se pede um abraço a uma criança se diz: “dá um upa!”
Quinta-feira:
Chego na UPA do 2º Distrito, aquela lá no “cafundó do Judas”, em cima do aqüífero da cidade, lá pelas nove e meia da noite. Meu cunhado tinha levado uma picada de um inseto que ele nem conseguiu identificar.
Depois de fazer a papelada, com o rapaz gemendo e com a cara inchada, os lábios maiores que os da Karina Bacchi, esperamos por algum tempo pra ser atendidos, ele entrou no “consultório verde”. Não entrei junto, pois, ele já é bem grandinho, do que me arrependi depois.
Segundo ele, o médico ouviu o que ele disse, não o examinou e receitou um anti-instamínico e paracetamol e nos despachou. Nem sequer receitou algum medicamento pra ele continuar tomando em casa. Claro que ele nem sequer melhorou, quanto mais se curar.
Sexta-feira:
Chego do trabalho, mal tinha tomado banho, telefone toca: - Um amigo foi levar “fulano” na UPA novamente, tava ardendo em febre e com dores horríveis, diz a cunhada.
Desloco para o “cafundó do Judas” novamente, encontro meu cunhado envolto num cobertor, tremendo e com a cara inchada novamente. Perguntei o que tinha sido feito, ao que ele respondeu: “Tiraram sangue pra fazer uns exames”. Disse que a “sumidade médica de plantão” achava que era “dengue”. Bem, achar que era dengue até poderia achar, há uma epidemia que grassa pela cidade.
Acomodei o rapaz dentro do meu carro, pra ele ficar mais confortável. Enquanto esperávamos, assisti a diversas lutas pela SKY, numa belíssima TV de 42 polegadas não sei se “de led” ou “plasma”, instalada no saguão da UPA. O ar condicionado gelava as pernas da gente! Pelo jeito nestas tais UPA`s preocupam-se mais com tecnologia do que com atendimento do doente.
Argui um enfermeiro a respeito do tempo de espera dos exames e ele me disse que iriam demorar “pelo menos” três horas, que eu poderia ir pra casa e voltar depois, como se a UPA do 2º distrito fosse “ali na esquina”.
Esperamos por sofridas três horas pelo resultado do exame, quando ele finalmente chegou, ainda tivemos que esperar cerca de uma hora, para que o “médico de plantão” aparecesse.
Enquanto a gente esperava, perguntei a uma enfermeira que conversava conosco, porque ela não chamava o médico, ao que ela respondeu: - “Ainda há pouco, quase me bateu porque fui chamá-lo, vamos esperar ele aparecer”.
Enquanto esperávamos, chegou uma criança com problemas, acho que estava desmaiada, foi prontamente atendida pelo pediatra de plantão, aquele mesmo que apanhou do sobrinho de Jorge Viana outro dia. Depois chegou um rapaz com dor de dente, a assistente estava dormindo no consultório dentário e o dentista demorou um bom tempo pra aparecer.
O “médico de plantão” finalmente apareceu, cantarolando pelo corredor que levava aos fundos da UPA. Novamente o rapaz entrou no consultório, desta vez no “amarelo”. Se frescura desse algum resultado! Segundo me disse ele, o médico não levantou os olhos do papel, nem o examinou apenas receitou a seguinte medicação:
Paracetamol : Paracetamol ou acetaminofeno é um fármaco com propriedades analgésicas, mas sem propriedades antiinflamatórias clinicamente significativas. Atua por inibição da síntese das prostaglandinas, mediadores celulares responsáveis pelo aparecimento da dor. Esta substância tem também efeitos antipiréticos.
Ibuprofeno: O 'ibuprofeno' é um fármaco do grupo dos anti-inflamatórios não esteróides (AINE) sendo também analgésico e antipirético, utilizado frequentemente para o alívio sintomático da dor de cabeça (cefaleia), dor dentária, dor muscular (mialgia), moléstias da menstruação (dismenorreia), febre e dor pós-cirúrgica. Também é usado para tratar quadros inflamatórios,Hemorroidas, como os que apresentam-se em artrites, artrite reumatóide (AR) e artrite gotosa.
Comprei apenas o Ibuprofeno, pois, o Paracetamol era desnecessário, já que o Ibuprofeno também é analgésico e dos bons. Fomos para casa, quase três horas da manhã. Ora, pra quem está com uma picada de um inseto desconhecido, com a cara amarrotada e dores, a medicação passada pela “sumidade de plantão” era o mesmo que um copo dágua, claro que o rapaz não melhorou.
Sábado: Mal tinha entrado no banho quando o telefone toca: - Cunhado me socorre, estou mal mesmo. Desta vez levamos ele ao “velho Pronto Socorro”, embora a gente tivesse dúvidas se seria atendido. Mas, fomos.
Chagando lá, fomos prontamente atendidos por uma senhora muito prestativa, que me indicou falar com o enfermeiro chefe na emergência. Entrei e falei com o João, que mandou trazer o rapaz imediatamente.
Em seguida veio uma médica para a qual expliquei a situação, ela examinou o rapaz e disse prontamente: - “Ele vai ficar por aqui, pra tomar medicação e ser observado”. Respirei aliviado, pois, sabia que agora as coisas iriam se resolver.
Coisas interessantes se ouvem e conversam pelos corredores e atendimentos do Serviço de Saúde por aqui.
Enquanto esperava, ouvi de duas enfermeiras que, quando da instalação das UPA´s, haviam dito “não queremos esse pessoal mais antigo nas UPA´s, só gente nova”, quinze dias depois, os “velhos” foram chamados pra organizar a coisa.
Dois médicos conversavam no corredor e ouvi um indignado dizer: -“Ele não pode passar por cima da minha prescrição, se eu pedi o exame é porque achei necessário”. Apurei o ouvido e fiquei sabendo que outro médico tinha cancelado um exame solicitado.
Numa conversa entre dois enfermeiros ouvi o seguinte: - Essas UPA´s são uma porcaria!
Vi uma jovem senhora que “mal conseguia parar em pé”, perguntei ao marido dela o que ela tinha: -“Ela estava no trabalho e começou a sentir um formigamento no braço e no rosto, aí eu trouxe aqui”. Deram uma injeção no bumbum dela e mandaram pra casa, com a recomendação de que fossem rápido, pois, ela ia pegar no sono logo. Deram um Diasepan pra quem estava possivelmente tendo alguma coisa bastante grave e mandaram embora.
Mas, voltando ao meu cunhado, ele passou a noite por lá, tomou mais medicamentos e vai bem obrigado, trouxe uma receita com a prescrição de medicamentos e já está muito melhor.
As UPA´s podem até ser uma boa opção em saúde! Ninguém pode negar, só que já nasceram com o velho ranço do atendimento de saúde acreano, que é o descaso. A falta de presteza no atendimento, médicos mal humorados, com sono, trabalhando contrariados, a super lotação hospitalar, a falta de conhecimento médico, porque “nem eu” receitaria Ibuprovil e Paracetamol pra quem estivesse com uma picada de inseto, os dois são praticamente a mesma coisa e não específicos para alergias.
Muitos médicos já ficaram ricos aqui no Acre. Quem trabalha no serviço público de saúde pensa que o único objetivo de ser médico é “ficar rico” e não é.
Um médico “tem um compromisso com a vida” não com a dele, mas, com a dos outros. Enquanto não aprender isso, será um péssimo médico.
Humor
Um açougueiro estava em sua loja e ficou surpreso quando um cachorro entrou.
Ele espantou o cachorro, mas logo o cãozinho voltou.. Novamente ele tentou espantá-lo, foi quando viu que o animal trazia um bilhete na boca.
Ele pegou o bilhete e leu:
- ‘Pode me mandar 12 salsichas e uma perna de carneiro, por favor. Assinado:…’
Ele olhou e viu que dentro da boca do cachorro havia uma nota de 50 Reais.
Então ele pegou o dinheiro, separou as salsichas e a perna de carneiro, colocou numa embalagem plástica, junto com o troco, e pôs na boca do cachorro.
O açougueiro ficou impressionado e como já era mesmo hora de fechar o açougue, ele decidiu seguir o animal.
O cachorro desceu a rua, quando chegou ao cruzamento deixou a bolsa no chão, pulou e apertou o botão para fechar o sinal. Esperou pacientemente com o saco na boca até que o sinal fechasse e ele pudesse atravessar a rua.
O açougueiro e o cão foram caminhando pela rua, até que o cão parou em uma casa e pôs as compras na calçada. Então, voltou um pouco, correu e se atirou contra a porta. Tornou a fazer isso.
Ninguém respondeu na casa.
Então, o cachorro circundou a casa, pulou um muro baixo, foi até a janela e começou a bater com a cabeça no vidro várias vezes. Depois disso, caminhou de volta para a porta, e foi quando alguém abriu a porta e começou a bater no cachorro.
O açougueiro correu até esta pessoa e o impediu, dizendo:
- Por Deus do céu, o que você está fazendo? O seu cão é um gênio!’
A pessoa respondeu:
- “Um gênio? Esta já é a segunda vez esta semana que este estúpido ESQUECE a chave”
Fonte: Ah tá eu sou o Bozo!
Isto é Cidadania!
Finlândia torna banda larga “direito fundamental” do cidadão
A Finlândia, terra da Nokia, de Linus Torvalds e um dos países mais conectados da Europa, aprovou legislação que considera o acesso à internet através de uma conexão de banda larga de pelo menos 1 Mb/s "um direito fundamental de todo o cidadão".
Segundo Harri Pursiainen, secretário do ministério finlandês dos transportes e comunicação, “conexões de dados não são apenas entretenimento, mas uma necessidade”.
A decisão é apenas o primeiro passo em um plano mais ambicioso: a meta do governo é que, em 2015, nenhum cidadão finlandês viva a mais de 2 km de um ponto de conexão capaz de trafegar dados a 100 Mb/s. A estimativa é que, até lá, os habitantes de Helsinki, a capital, tenham acesso a conexões domésticas na casa dos gigabits.
Dados recentes do governo finlandês estimam que, em meados de 2008, 83% da população (de cerca de 5.3 milhões de habitantes) entre os 16 e 74 anos utilizava a internet, sendo que 80% deste total acessavam a rede diariamente. Ainda de acordo com o governo, haviam 6.9 milhões linhas de telefonia celular em operação, e 2.1 milhões de usuários assinantes de serviços de conexão à internet via banda larga.
Além da Finlândia a Estônia, França e Grécia são países que consideram o acesso à internet, e consequentemente à informação, como um direito fundamental de sua população.
Acreucho: Um projeto desses é realmente "cidadão"! Um projeto que se preocupa com a comunidade, não um meio de "controlar" a comunidade.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Reflita!
Iniciativa capenga e eleitoreira!


