terça-feira, 1 de junho de 2010

O medo!

No reino do "desenvolvimento sustentável", as coisas entre oposição e situação estão "insustentáveis".

Segundo os fuxicos vindos da Assembléia Legislativa, o Deputado Valter Prado, prometeu e não cumpriu. Disse que traria os diretores do IAPEN para um debate na Assembléia e, não foi autorizado, pela cúpula governista, leia-se direção da Frente Popular, a trazê-los, além de certamente ter levado o costumeiro sermão por ter feito uma coisa sem antes "pedir permissão", um pouco mais acima.

Não consigo entender como, numa pseudo "democracia" que se diz instituída no Acre, onde deveria haver três Poderes "independentes" entre si, à saber, Executivo, Legislativo e Judiciário, os deputados, de situação, têm que ficar acorrentados às ordens e vontades do Palácio Rio Branco. Parlamentares libertem-se! A Assembléia é um "Poder Independente"! Pelo menos teoricamente...

Na minha opinião, que não vale nada, qualquer funcionário, de carreira ou comissionado, que exerça cargo na administração estadual ou municipal, deveria, isso se a administração pública não tivesse tanto a temer, se convocado ou convidado, comparecer perante o Poder Legislativo, se a gente puder chamar "poder" a ALEAC, para prestar esclarecimentos do seu desempenho na função a que está lotado, isso sem interferência de quem quer que seja. Como ele é um funcionário, se um "Poder" o convoca, ele comparece e pronto. Não deveriam ser necessários conchavos e adulações, muito menos "autorizações" de ninguém. Um "Poder", tem que ter poder, senão não é nada.

O que acontece é que dentro das administrações públicas, quer Federais, Estaduais ou Municipais, as coisas são tão "intricadas e complicadas", que um funcionário da administração direta, não pode dar qualquer tipo de explicação, ser arguido ou prestar declarações, sem que antes os administradores "saibam do que se trata" e, já preparem o "conteúdo" de suas respostas. Traduzindo: o poder central não quer que seus funcionários e secretários dêem satisfações à sociedade do que estão fazendo, certamente porque estão fazendo errado.

Imaginem se por acaso, um funcionário ou secretário vai a uma inquisição dessas e acossado pelas perguntas solta alguma coisa que possa comprometer o governo, é por isso que é tão difícil secretários, assessores e altos funcionários quando "convocados", comparecerem. É o medo!

Medo de que o que está muito bem acobertado e disfarçado, comece a aparecer e possa mostrar em que consiste a farsa do governo petista...

2 comentários:

  1. Nielsen O. Macambira Braga2 de junho de 2010 14:12

    A imagem daquele deputado estadual ao ouvir os insultos era a de um homem devastado, estarrecido, o olhar perdido, a sensação de estar ali para ser massacrado... Fiquei pensando e me pus no lugar dele, ser comparado a um roedor, ser desautorizado como legislador, passar por inepto, ser jogado aos leões, sem respaldo e sem suporte por parte dos seus... Deve ser algo horrível, por um momento senti dó daquele homem. Olhe de novo a foto no ac24horas e perceba do que estou falando, realmente o negócio é de dar MEDO!

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  2. “É só ler com atenção o que escrevi”, recomendou Mário Henrique Simonsen ao jornalista que lhe perguntara se a decisão de deixar o Ministério do Planejamento do governo Figueiredo era para valer. “Pedi demissão em caráter irrevogável”.

    Essa expressão é coisa séria, sublinhou. Uma decisão sempre pode ser discutida com o chefe, reconsiderada e, eventualmente, esquecida. Uma decisão em caráter irrevogável é fato consumado e irrecorrível. É um ato de vontade unilateral e irreversível.

    Também a renúncia configura um ato de vontade unilateral e sem volta, ensinou o presidente do Senado, Auro de Moura Andrade, ao receber a mensagem de Jânio Quadros em 25 de agosto de 1961. Os parlamentares janistas souberam tarde demais que aquilo não era passível de discussão. A assinatura sob o texto transformara Jânio em ex-presidente.

    “Eu subo hoje à tribuna para apresentar minha renúncia à liderança do PT em caráter irrevogável”, avisou pelo twitter, o senador Aloízio Mercadante. Com 16 palavras, deixou o cargo para sempre duas vezes. Ao renunciar, ficou liberado para ir para casa conversar com o filho sobre a lua-de-mel. Renunciar em caráter irrevogável é uma redundância que só serviu para espancar, simultaneamente, a memória de Simonsem e Auro.

    A supressão de duas palavras poderia ter sugerido que o senador resolvera cair fora não da liderança “da bancada” do PT, só da liderança no PT. Mas não se deixa o que não se tem. Ninguém renuncia ao que já não é. Mercadante não é lider no PT nem em lugar nenhum. Quem tem alma subalterna não saberá conduzir nem uma reza antes do almoço.

    Justificadamente deslumbrados com o que anda fazendo Usain Bolt nas pistas, jornalistas do mundo inteiro afirmam não existe um só homem no mundo capaz de enfrentar com alguma chance, nas corridas de 100 e 200 metros, o fantástico jamaicano. Existe e é brasileiro. Correndo de costas, sem olhar para trás, nem Usain Bolt é páreo para Aloízio Mercadante, professor do nobre deputado em pauta,lol.

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