sábado, 18 de setembro de 2010

Absurdo na Estrada da Sobral

Acordei entre cinco e meia e seis da manhã, sobressaltado com um estrondo, não dei muita importância porque as caçambas passam na Estrada da Sobral, à apenas cinquenta metros, em velocidade e fazem barulho. Minutos após, o telefone toca, em sobressalto atendo, minha sogra avisa que a casa de seu cunhado, que fica na avenida, tinha sito abalroada por um carro, destruindo a parte da frente da casa, local onde o tio da minha esposa tem uma pequena banca, onde vende "bribotes" para as crianças.

Ao chegar ao local, uns quinze minutos depois, já havia muitas pessoas e uma viatura da PM. O PM tentava fazer um boletim de ocorrência e já havia um guincho no local, pronto pra retirar o carro sinistrado. Achei aquilo estranho, sem que viesse pelo menos uma viatura do CIATRAN e o Juizado de Trânsito. O policial estava bastante alterado e queria resolver logo a questão e tirar a qualquer custo o carro do local. Fiz ver a ele que isso não seria possível, sem que alguém da Justiça determinasse isso, mesmo porque o carro estava "dentro do quintal da casa sinistrada", portanto, propriedade privada e não poderia ser invadida nem por policiais, nem pelos guincheiros. Aconselhei inclusive ao motorista do guincho, que fosse embora, porque os familiares do dono da casa estavam bastante revoltados com a situação. Se o dono da casa estivesse no local com sua banca, teria sito morto, com certeza. 

O policial insistia em retirar o carro do local, até que chamei ele de lado e disse que sua atitude estava levantando suspeitas de que ele conhecesse o dono do carro e quisesse privilegiá-lo de alguma maneira. Ele então acalmou-se um pouco. Colocou-me em contato com seu superior e fiz ver a ele que era necessária a presença de um oficial no local, para controlar a questão. Em pouco tempo chegou uma outra viatura com um sargento, que com sua experiência e habilidade conseguiu contornar a situação, chamando o Juízado de Trânsito para fazer a ocorrência no local, só então é que o carro foi retirado para ser levado, segundo os policiais informaram, ao pátio do 6º DP.

Até uma vistura do BOPE, com um oficial, e soldados, um armado de fuzil, compareceu no local, mas, não tiveram que agir, porque ali só se encontravam pessoas de bem e da família da vítima. 

O dono do carro é um funcionário do Banco do Brasil, que segundo fomos informados esta viajando. Depois do acidente, em exatos vinte minutos após a batida, alguém, certamente o motorista, foi ao 6º DP e registrou queixa dizendo que o veículo tinha sido roubado. 

Agora, não dá pra entender porque um ladrão, teria tirado a chave do veículo, retirado a frente do som e as latinhas de cerveja que haviam dentro do carro, segundo testemunhas que presenciaram o acidente, antes de fugir do local, tomando rumo ignorado. Não dá pra entender como uma pessoa tem um carro novo roubado, só dá parte do roubo na manhã seguinte e, quando sabe onde o carro está, não vai ao local para resgatá-lo. Outra atitude que não dá pra entender é porque os primeiros policiais que atenderam a ocorrência estavam tão interessados em resolver logo a parada e retirar o carro do local. 

Algumas fotos pra ilustrar a barbaridade que aconteceu:













Policiais do BOPE armados com fuzil, atendendo ocorrência de trânsito? O pessoal da PM não aprende mesmo!

2 comentários:

  1. Ligado na política18 de setembro de 2010 13:09

    Acreucho, não vai aprender mesmo. A PM é burra (não toda), mas com essa Secretaria de (in) Segurança que temos esperar que eles aprendam sobre como agir em casos de acidente de trânsito é o acreditar que as ruas de todo o estado serão asfaltadas como estão prometendo por aí.
    Outra coisa: por esses dias li o texto que você escreveu sobre o tendencioso Allan Rick, texto escrito há um tempo. Pergunto se você assistiu as entrevistas recentes que ele fez com os candidatos. Sua postura com os candidatos da Frente era outra: manso, educado, um cordeiro. Já quando candidatos da oposição eram os convidados, a impaciência e a grosserias ficavam claras. Dava a impressão de que, a qualquer momento, sairia de dentro dele um Demóstenes Nascimento. É só ver as entrevista, estão no site da Gazeta, estão no youtube.
    No que texto que você escreveu eu vi também a enorme carta que ele escreveu para "se defender" e afirmar que não era tendencioso, mas que cumpria seu papel de jornalista com lisura e imparcialidade. Que cínico ele é! Que hipócrita! Apesar de religioso, ele ainda não deixou de ser comandado pelo pai da mentira, visto que continua a cometer os mesmos erros e insiste em dizer que não os faz. Se o camarada quer ser cabo eleitoral isso é um direito de cada um, mas se este se propõe a fazer algo belo bem da democracia (apesar de seu apelo partidário) deveria agir com toda a responsabilidade possível, sendo imparcial e correto. Não é isso que este jornalista mostra ser. Já que ele gosta tanto da bíblia, vale lembrar um bom versículo pra ele: “Quem é não é a favor da verdade, é contra a verdade”. Ele já deve ter lido isso, mas entre o benefício próprio e a isenção há um buraco negro.

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  2. Fiz o artigo e se preciso re-publico na íntegra, sem tirar uma vírgula, não respondi ao comentário dele, nem aceitei comer uma galinha caipira, porque costumo pagar minhas próprias galinhas e jamais me envolveria numa reunião deste tipo. Como Demóstenes ele é apenas jornalista de fachada, não têm noção do que seja o exercício real da profissão, o fazem apenas pelo dinheiro que ganham, que sabe-se, não é pouco.

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