quarta-feira, 23 de abril de 2008

Dia Mundial do Livro

“Um país se faz com homens e livros”

Célebre e sábia frase de Monteiro Lobato. Uma nação realmente se faz com homens, na acepção do termo para seres humanos e livros que representam a cultura de um país.

Na realidade, “homens” se fazem com livros. Quem faz os livros, “difunde” cultura, quem lê estes livros “adquire” cultura.

Infelizmente, o hábito saudável da leitura não é algo corriqueiro para o povo brasileiro, poucas pessoas cultivam esse hábito, algumas por falta de tempo, outras gostariam de ler mais, mas o custo dos livros é algo proibitivo para a maioria das pessoas, outra grande fatia da população não lê, simplesmente porque não tem cultura para tal.

Dia 23 de abril, o Dia Mundial do Livro, foi criado em 1995, pela UNESCO, com o objetivo de atrair a atenção das autoridades governamentais e culturais, para este que é um dos meios de difusão de cultura mais expressivos que existe.

Incentivar adultos e jovens a ler, não é uma tarefa fácil. Com a modernidade de hoje, com TV, Internet, Rádio e outros meios de comunicação, todo mundo acha que já está bastante instruído e o livro ficou relegado a segundo plano.

Em nosso país, a cultura como um todo não é algo que seja prioridade nos interesses dos governos, quanto menos instrução um povo tiver, fica mais fácil a manipulação política dele, esta é uma triste realidade.

Mesmo assim, fica o nosso apelo a pais, professores e alunos, façamos um esforço para sempre que possível fazer uso do saudável hábito da leitura, isso nos trás cultura e riqueza.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

As coisas já começaram a acontecer...

Tem coisas nas quais não dá pra acreditar...
Quando vi a notícia hoje, nos jornais locais aqui de Rio Branco, sobre a Polícia Federal ter acabado com a festa de aniversário do PMN, que se realizava no Clube Bancrevea, fiquei no mínimo chocado. As coisas estão começando a acontecer novamente, como antigamente, a não muito tempo atrás...
Era uma festa de aniversário do partido e coincidentemente também do Deputado Federal Sergio Petecão, num local locado, particular e não aberto a pessoas não convidadas, portanto, não caracterizava comício ou qualquer ato de propaganda eleitoral.
Perseguidores de plantão, que por coincidência a pouco tempo eram aliados do parlamentar, agiram e acabaram com a festa, cerceando o direito das pessoas de comemorarem o que quiserem.
Será que a Polícia Federal não tem mais com que se preocupar do que com picuinhas?
Porque a Justiça não tira Lula e Dilma do palanque?
Estes estão realmente fazendo campanha eleitoral antecipada...

Uma criança inocente III...

Quando duas pessoas adultas se desentendem e chegam às vias de fato, uma poderá ocasionalmente ferir de morte a outra, em muitos casos, em defesa de sua própria vida.

O que não conseguimos entender é como um adulto pode agredir uma criança, com tanta violência que a leve à morte. É ainda mais incompreensível quando a criança é de seu próprio sangue.

Que motivos teria Alexandre Nardoni, para permitir a agressão a Isabela Nardoni, sua filha, de maneira brutal, segundo a polícia, pela própria madrasta, e depois, ele mesmo, tê-la jogado, ainda viva pela janela do sexto andar do prédio onde ele morava?

Seria a menina muito peralta, respondona, daquelas crianças que estão sempre aprontando e fazendo coisas que desagradam aos adultos?

Esta pergunta foi respondida pelo próprio pai e pela madrasta, nas famosas cartas que eles enviaram, dizendo que a menina era boazinha, comportada, educada, um amor.

Na realidade, não há motivos para se agredir uma criança. A Lei não faculta aos pais ou a quem quer que seja, o direito de agredir uma criança, o que é considerado crime, punível dentro dos “rigores da Lei”. O máximo que um pai ou mãe deve fazer é orientar uma criança, crianças bem orientadas, como ficou explicitado que era Isabela Nardoni, nas palavras de seus próprios algozes, costumam ser disciplinadas e os pais ou responsáveis, dificilmente precisam repreender ou quiçá dar algum puxão de orelhas de vez em quando.

Pelo que ficou público, nas investigações policiais, o único problema que havia entre Isabela Nardoni e Ana Carolina Jatobá, era o fato de Isabela ser filha de outro relacionamento de Alexandre. Pelo que ficou apurado, ela, Ana Carolina Jatobá, tinha ciúmes da menina, pois, certamente não gostava da mãe biológica de Isabela.

Não existe motivo mais torpe para um crime do que o ciúme.

Quem achar que ciúme é significado de amar está redondamente enganado. Quem tem ciúme, simplesmente não ama, possui. Acha-se dono da outra pessoa, considera que o outro é propriedade sua e que conseqüentemente, ele, o ciumento, deve ser o centro da atenção do seu par, que as outras pessoas não existem ou não deveriam existir, é isso que leva pessoas a cometerem crimes embasados no ciúme.

Milhares de homens e mulheres são mortos no mundo inteiro por ciúme. O ciúme nada mais é do que um descontrole emocional de pessoas desequilibradas emocionalmente, inseguras, imaturas e em geral desprovidas de sentimentos.

Não acredito que Isabela Nardoni, uma criança de 5 anos de idade, inocente, cheia de vida, alegre, possa ter feito algo que fizesse com eles, seu pai e sua madrasta ficassem com tanto ódio dela a ponto de a espancarem até extinguir sua vida.

A menina foi morta, não por desentendimento entre ela, o pai e a madrasta, mas pelos problemas conjugais entre o casal. Certamente, era insuportável para Ana Carolina Jatobá, ter que aturar a presença da filha de Alexandre, com todas as regalias dentro de sua própria casa, o que na sua mentalidade, entorpecida pelo ciúme e pelo ódio, dizia-lhe que Alexandre a desprezava em favor da filha. Isso causava, com toda certeza, desavenças entre o casal, ocasionando brigas e discussões, como foi relatado por testemunhas.

Alexandre ficava imprensado entre o amor da filha e da mulher, ao mesmo tempo tinha que fazer a vontade da filha e evitar desagradar à esposa, era um conflito constante.

Quando isso acontece em um relacionamento equilibrado, não é alvo de problemas, mas segundo apurado, esse casal não era equilibrado, vizinhos relataram que já haviam ouvido diversas discussões entre o casal.

Em resumo, Isabela Nardoni, cinco anos de idade, era um problema para um casal desequilibrado conjugal e emocionalmente. Embora o casal negue isso, se tem a desconfiança de que aí está a raiz de quase todo o problema.

No dia da morte de Isabela, eles foram a uma festa na casa dos pais de Ana Carolina Jatobá, onde certamente, Isabela comportou-se com normalidade de uma criança de 5 anos, deve ter, por sua beleza, graça e simpatia, despertado o interesse das pessoas na festa, isso deve ter despertado em Ana Carolina, um ciúme incontrolável da menina, pois, não eram ela ou um de seus filhos que estavam sendo adulados, mas a “gata borralheira da Isabela”.

Muitas vezes, ao contrário do que as pessoas demonstram, principalmente em relacionamentos entre pessoas que já tiveram outros relacionamentos, há conflitos interiores, que conseguimos manter sufocados, para manter a aparência do relacionamento. Filhos que odeiam suas madrastas e padrastos e vice-versa, porém, mantém um relacionamento amigável, para manter a convivência familiar.

Claro que numa festa, as crianças costumam exceder-se um pouco, certamente Isabela deixou extravasar sua alegria, pode até ter-se excedido um pouco, pode até ter merecido alguma reprimenda por parte do pai, reprimenda que não aconteceu e que certamente gerou a discussão entre Alexandre e Ana Carolina Jatobá.

Segundo uma testemunha, Alexandre teria dito a Isabela, “você vai ver quando a gente chegar em casa”.

Ele deve ter dito isso, certamente antevendo já a balbúrdia que sua mulher faria, por causa dos “excessos” de Isabela.

Quando entraram no carro para voltar para casa, começaram as discussões entre o casal, deve ter sido uma discussão violenta e Isabela, temendo alguma coisa, deve ter pedido ao pai que a levasse direto para casa de sua mãe. Isso deixou irada a madrasta, que com certeza, irritada com tudo aquilo, querendo atingir Alexandre, deve ter-se virado para trás e dado um safanão na menina, ocasionando o corte na testa de Isabela, ela pode ter batido em alguma parte metálica da cadeirinha de bebê. Como a menina chorava e continuava a pedir pra ir para a casa da mãe, Ana Jatobá deve ter tapado a boca da menina, o que ocasionou as lesões pelo lado de dentro da boca de Isabela, constatadas pela perícia.

Tudo isso são conjeturas, mas que se encaixam perfeitamente no que a perícia apurou.
Alexandre, certamente não gostou nada daquilo, saindo em defesa da menina, o que instigou ainda mais os ânimos entre o casal.

Acredito que Isabela tenha-se calado, com medo, e estivesse sangrando pelo corte na testa, o pai ou a madrasta então usaram uma fralda, para estancar o sangue, fralda esta, encontrada depois, no apartamento, imersa em água. Possivelmente, ao entrarem na garagem do prédio, a menina tenha pedido novamente ao pai que a levasse para a casa da mãe, o que foi a gota dágua para Ana Jatobá, levando-a ao desespero, ocasião em que brutalmente, agarrou a menina pelo pescoço e a asfixiou, até que ela desmaiasse.

Isabela sentindo o ar faltar-lhe nos pulmões desmaiou, o pai, amedrontado, pensando que a menina havia morrido, entrou em pânico, pegou a menina no colo e subiram rapidamente para o apartamento, planejando já o que fariam.

Segundo a perícia, Isabela foi colocada no chão, desfalecida, junto ao sofá, certamente enquanto o casal discutia e resolvia o que fazer.

As coisas tinham chegado a um ponto onde, para Alexandre e sua mulher, que imaginavam que Isabela estivesse morta, urgia achar alguma solução para o problema em que se tinham metido.
Já que a menina estava, segundo a crença deles, morta, nada mais importava nada mais poderia ser feito, o que estava feito, estava feito, nada mudaria isso, o que importava agora era achar um jeito de “livrar a cara”, eles estavam vivos e ela morta, não queriam matar a menina, mas acontecera, era preciso fazer algo para que não recaíssem sobre eles as suspeitas.

Rapidamente, bolaram um plano: jogar a menina pela janela, depois, fazer um grande alarde, chamar a atenção de todo mundo, alegando que o apartamento teria sido invadido por um estranho, com a falta de segurança que existe em nosso país, esta seria uma história na qual as pessoas deveriam acreditar, pensaram eles.

O resto todo mundo já sabe.

As coisas colocadas aqui podem ou não, ter acontecido, pode também ter acontecido de outra maneira, mas tenho quase certeza de estar bem perto da verdade, faltando apenas detalhes que só os assassinos poderão revelar.

Não havia terceira pessoa na cena do crime, conforme alegado, se tivesse havido, o pai teria entrado em luta corporal com ela e o desfecho seria outro.

Ana Carolina, não perdeu chave alguma do apartamento, conforme alegou. Suponhamos que tenha perdido mesmo a chave, como alguém poderia imaginar, numa cidade do tamanho de São Paulo, o endereço da chave encontrada na rua? Mais absurdo ainda, seria a chave ter sido encontrada exatamente por um malfeitor ao invés de por uma pessoa de bem.

Se não foi Alexandre quem jogou Isabela pela janela, como ele alega, se foi outra pessoa, porque ao invés de chamar primeiro a polícia e o resgate, eles ligaram para os pais dele? As chamadas telefônicas teriam que ser nesta ordem: resgate, pois, a filha estava ferida; polícia, porque havia um ladrão no prédio; parentes, para avisar do fato e transmitir informações, essa seria a lógica.

Porém, a lógica de Alexandre Nardoni era outra, ele havia entrado numa enrascada e como no restante de sua vida, quem poderia tirá-lo dessa situação era o pai, Antonio Nardoni e foi justamente para ele que ligaram em primeiro lugar, possivelmente, relatando o que havia acontecido, a verdade.

Agora, o que Alexandre não sabia era que Isabela, ao ser arremessada pela janela não estava morta, ela tinha apenas desmaiado e respirava fracamente por causa do sufocamento.

Certamente, se ele tivesse visto que a menina estava viva, não a tivesse jogado pela janela. Se não a tivesse jogado, se tivesse procurado recurso, ligado para o resgate, a menina teria sido salva e seus problemas seriam muito menores, poderia até ser processado, ele e sua mulher, por maus tratos a menor, poderia perder o direito de ver a filha e outras sansões, mas não estaria agora sendo acusado de assassinato, a precipitação o levou a matar Isabela, que não morreu pelo sufocamento, mas pela queda.

Em entrevista à Rede Globo, o casal tentou de todas as maneiras, justificar-se, diante da opinião pública, dizendo repetitivamente, como seria seu relacionamento com a menina Isabela, repetiam constantemente, que se davam bem, como uma verdadeira família, que ela queria morar com eles, que chamava às vezes, Ana Jatobá de “mãe” e seus pais de “avós”, etc.

Uma verdadeira ladainha, na tentativa de tentar mudar a opinião pública, muito bem orientada, certamente por seus advogados de defesa.

O que na realidade, está acontecendo com o casal Nardoni, é uma dissociação psíquica, uma distorção da realidade.

Eles criaram uma versão dos fatos para eles mesmos e acreditam nela, piamente, na mente deles, eles não fizeram aquilo, não surraram a menina, nem a jogaram pela janela do prédio ainda viva. Na mente deles, isso não aconteceu, o que aconteceu foi o que eles inventaram e contam pra todo mundo, a despeito de mais de seiscentas páginas de inquérito e perícia policial, provando o contrário, a polícia está errada, os peritos estão errados, as provas periciais são inexatas. Certamente, eles jamais confessarão o crime, é um comportamento psicótico, têm a idéia fixa que são inocentes, que não fizeram nada daquilo e são até capazes de apontar culpados, foi alguém, menos eles.

O pai de Alexandre Nardoni, em entrevista aos repórteres de TV, disse que confiava plenamente no filho, que se tivesse certeza de sua culpa, ele mesmo o levaria a Delegacia e o entregaria.

Estamos cobrando, essa declaração, pois, segundo a polícia, não há mais dúvidas quanto aos autores deste lamentável caso.

Os advogados de defesa continuam orientando seus clientes a negarem, dizendo que tudo não passa de equívoco e que a “verdade” aparecerá e que conseguirão provar que seus clientes são inocentes, poderão até tentar, poderão até enrolar, mas não poderão provar, num julgamento, se pode até contestar ou desqualificar uma prova testemunhal, mas provas periciais são muito difíceis de serem derrubadas.

Na realidade, nem os advogados de defesa, acreditam mais na inocência dos indiciados, porém é obrigação deles ficarem ao lado de seus clientes, mesmo que sejam culpados.

O mundo está cheio de bandidos de toda espécie, colocados fora das cadeias por advogados competentes e inescrupulosos. Veja “Advogados do diabo

Em vista da negativa do casal de admitir o crime, em vista de um enorme rol de provas, dizendo serem eles os responsáveis por este crime bárbaro, em vista de ter sido um crime hediondo, onde os executores, mostraram crueldade e frieza, a torpeza de motivos para o crime, este caso certamente irá às barras dos tribunais, onde tudo pode acontecer.

Se os acusados, ficarem firmes, continuarem negando o crime, isso facilitará o trabalho da defesa. Os advogados vão alegar um monte de coisas, insanidade temporária, depressão pós-parto, desequilíbrio emocional, inexatidão pericial, serão alegadas coisas que nós certamente nem imaginamos, pra tentar de toda maneira, livrar a cara dos dois acusados.

Esperamos agora, nós o povo, que a Justiça dê uma resposta à sociedade, punindo severamente os culpados por este crime, cercado de mistério. É preciso uma resposta séria, nada de “crime insolúvel”, “falta de provas”, “insuficiência disso ou daquilo”. Este foi um crime que abalou a opinião pública nacional, fala-se nele do Oiapoque ao Chuí e se ficar sem solução, sem punição, a Justiça será colocada sob suspeição, gerando um clima de maior insegurança do que o já instaurado no país.

O povo espera que pelo menos, um sentimento Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá tenham: arrependimento.

Datas importantes...

Muitas datas comemorativas hoje estão esquecidas, antigamente, na escola, a gente comemorava e era obrigado a saber todo tipo de data, hoje isso não acontece mais.

Nossa memória e nossas datas importantes estão ficando esquecidas.

21 de abril se comemoram

Aniversário da morte do herói nacional Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, mártir da Inconfidência Mineira.

Aniversário da inauguração da Capital Federal, Brasília.

É também aniversário de morte de Tancredo Neves, primeiro presidente eleito do Brasil, depois da Ditadura Militar.

Dia do Metalúrgico – O Lula nem está por aqui pra comemorar

22 de abril se comemoram

Ninguém sabe dizer ao certo, se o Brasil foi descoberto por acaso ou se o navegante português Pedro Álvares Cabral, viajava para Oeste, em direção ao por do sol, com a intenção de verificar a veracidade da descoberta do espanhol Cristovão Colombo em 1492.

O certo é que depois de navegar durante aproximadamente 40 dias, partindo do porto de Lisboa, veio das às costas do que hoje é a Bahia.

Este breve, brevíssimo relato é para lembrar, que hoje 22 de abril, é o aniversário do descobrimento de nossa pátria, ela completa hoje, 508 anos de descobrimento e muita gente não sabe disso.

Dia do Planeta Terra

Dia da Força Aérea Brasileira

Precisamos cuidar melhor das nossas datas históricas...

domingo, 13 de abril de 2008

Uma criança inocente II...

Uma criança inocente II...
Agora os pais e suspeitos ou candidatos a suspeitos, da morte da menina Isabela Nardoni de apenas 5 anos de idade, estão em liberdade, pelo menos até que um fato novo requeira novamente a prisão dos dois.

Como ao acusador, cabe o ônus da prova, a polícia está empenhada em detalhar o máximo possível a investigação, estão envolvidas nesta operação a Polícia Civil, Polícia Técnica, Polícia Científica, Ministério Público e outras autoridades.Até agora, foram apurados diversos fatos, mas ainda não foram apresentadas denúncias ou provas cabais do envolvimento do pai e da madrasta na morte da garota.

O assunto tem comovido a opinião pública e os meios jornalísticos, que também tem feito investigações paralelas e divulgado tudo passo a passo.

Parece, por tudo que foi investigado e falado até agora que tudo aponta mesmo para o pai e a madrasta como os autores da violência contra Isabela.Não há por enquanto outra linha de investigação que não seja na direção do envolvimento dos dois.

O que está faltando tanto aos meios de comunicação, empenhados na investigação, como à Polícia, seria uma análise psíquica do caso.

Até agora, ninguém divulgou nada a respeito.

O pai e a madrasta se dizem inocentes, sustentam a versão da presença de uma terceira pessoa, que estava dentro do apartamento quando eles entraram e que teria sido esta pessoa que teria jogado a menina pela janela, só que as contradições e a impossibilidade de sustentar esta versão são muito grandes.Para que esse homem, de camisa preta, tivesse cometido o crime, conforme informou Alexandre Nardoni, seria necessário que ele estivesse escondido dentro do apartamento, à espera que eles chegassem, para cometer o crime.

Este homem seria um ladrão?

Como um ladrão entraria sem as chaves do apartamento e sem ter forçado a porta?

O que fazia este homem dentro do apartamento se foi constatado que nada, absolutamente nada foi subtraído do local?

Alexandre disse que deixou Isabela e desceu pra pegar as outras crianças, quando retornou, com o restante da família, o homem estava dentro do apartamento e teria jogado Isabela pela janela.

Com que objetivo? Por que motivo? Ana Carolina a madrasta, também viu este homem?

O suposto “ladrão” poderia ter sim, se ele existisse, usado Isabela como refém, para poder fugir, já que estava dentro do mesmo quarto que ela, segundo relato de Alexandre.

Com que objetivo este homem, usou uma faca e uma tesoura para cortar a forte rede de proteção da janela, para jogar pela janela, a criança que poderia servir como proteção a ele numa fuga?

A pergunta mais crucial é: Porque Alexandre não entrou em luta com este homem, já que ele é um homem jovem e forte?

Seria o mínimo que um pai faria ao ver sua filha sendo jogada pela janela.Ele não fez nada, não gritou, não fez nenhum escândalo, não pediu socorro aos vizinhos, nada.

Por onde este “ladrão” fugiu?

Alexandre ao voltar com os outros dois filhos e a esposa, abrindo a porta viu o “homem de camisa preta” no quarto, simplesmente saiu da frente da porta para que ele passasse?

O “ladrão”, não tinha para onde correr a não ser sair pela mesma porta que Alexandre estava entrando, os dois poderiam ter lutado e Alexandre teria que estar ferido.
Repito: por onde o ladrão fugiu? Ele não fugiu, porque simplesmente só existe na mente de Alexandre.

E depois que este “ladrão” fugiu, supondo que ele exista, porque não houve alarido, nenhum pedido de socorro em nenhuma janela do prédio. O que eles fizeram foi ligar para seus pais, não se dignaram a ligar para a polícia, nem para o resgate. Por quê?Porque não gritaram, porque não foram atrás do “ladrão”, porque não ligaram pra polícia, porque, porque, por que...?????

Sem querer fazer juízo de valor. Porque não havia interesse nisso.

Por tudo em que acredito, gostaria que esse “ladrão” realmente existisse. Infelizmente, tudo, absolutamente tudo, aponta no sentido contrário, aponta para o pai e a madrasta como sendo os responsáveis por esta tragédia.

Sim, porque isso pode ser considerado uma tragédia, não gostaria de acreditar que foi algo premeditado, foi algo que aconteceu e tornou-se inevitável.

Não sou psicólogo nem psiquiatra, mas pela vivência que temos, sabemos analisar as atitudes das pessoas.

As atitudes do pai e da madrasta de Isabela, falam contra eles.Não gritaram, não pediram socorro, não prestaram socorro, não foram atrás do “ladrão”, não ligaram pra polícia, ficaram ligando para parentes que em nada podiam ajudar naquele momento, foram para a delegacia com os policiais, prestaram seus primeiros depoimentos e depois, saíram da delegacia, de cabeça baixa, encobertos por roupas, como fazem os marginais, logo depois sumiram por dois dias, só se apresentando porque teria sido decretada a sua prisão provisória, neste período, logo dois advogados foram contratados para falar por eles.

Porque, para que?

Logo nos primeiros momentos, quando as TVs começaram as transmissões, as primeiras imagens do pai e da madrasta eram imagens que nos fazem pensar.Ele estava assustado, ao invés de estar desesperado pela morte violenta da filha, seu olhar não era de: “o que fizeram com a minha filha”, mas, de “o que será de mim agora”.

A madrasta estava apavorada, como se algo de muito ruim tivesse desgraçado sua vida.

Porque este pai e sua esposa, madrasta da menina, se o que aconteceu, foi o que eles contaram, não estão ombro a ombro com a polícia, na investigação do caso, exigindo celeridade e presteza da polícia?

Porque eles não usaram a mídia para fazer o maior rebuliço, na tentativa de ajudar nas investigações, porque não falam nada, porque não se colocam à disposição para entrevistas e tentar assim, acuar este “ladrão”?

Nada disso acontece, por um simples motivo. Não há o que dizer que não seja contestado, por provas ou por suposições.

O próprio advogado deles, ficou acuado num programa de televisão.

Não sou jurista, nem advogado, sou apenas um cidadão indignado, filho, pai e avô, pela minha condição de não ser “nada”, posso dizer que este juiz que deu a liberdade para Alexandre e Ana Carolina, errou e errou feio.

Eles podem sim, influenciar na investigação e mais, eles podem mudar o rumo deste crime hediondo, eles podem simplesmente sumir como já aconteceu em outras ocasiões com outros criminosos.

Mas vamos ver o final da investigação, quando a polícia apresentará o culpado ou culpados.

Condeno e acho irracional, também a posição da mãe biológica de Isabela. Até agora ela não fez nada, não exigiu nada, não se indignou com o acontecido, em suas entrevistas, parece-nos que ela já se conformou com a perda violenta da única filha, supostamente morta pelo pai ou pela madrasta.

Por mais pacífica ou religiosa que seja uma pessoa, o sentimento de Justiça, aflora num caso desses.

Sua filha morreu, violentamente, o assassino ainda não foi descoberto nem punido, a menina foi enterrada e pronto, vamos esquecer tudo. “Nada vai trazer Isabela de volta” disse ela numa entrevista.

Minha irmã foi assassinada pelo marido, não descansei um só momento, tendo ficado junto com os policiais nas investigações e diligências até que ele foi preso.

Seria o mínimo que essa mãe deveria estar fazendo, exigindo Justiça.

A Justiça e a Polícia tem que dar uma resposta a esse crime bárbaro, tenha sido o pai, a madrasta ou um ladrão. Isso não pode ficar assim, como muitas outras coisas ficam sem punição neste país.

Acreucho

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Uma criança inocente...

O caso da menina Isabela Nardoni, está ficando cada vez mais complicado. A situação do pai e da madrasta da garota complica-se também a cada momento, eles não conseguiram explicar muitas coisas, tomaram atitudes que levaram a polícia a colocar o foco das investigações sobre eles.

Vejamos:

Se eu entrasse na minha casa, onde dormia minha filha e visse alguém jogar ela pela janela, o mínimo que teria feito, seria me atracar com o elemento, sob qualquer risco, mesmo que ele estivesse armado ou coisa parecida.

Tendo visto minha filha ser jogada pela janela, do sexto andar de um prédio, certamente entraria em desespero e não ficaria ligando para parentes, ligaria direto para o resgate e para a polícia, para que fosse prestado o socorro imediato.

Se uma desgraça dessas tivesse acontecido comigo, depois de sair da Delegacia, eu não sumiria, ficaria no pé da polícia, exigindo ação e investigando junto, claro, se eu não tivesse medo de alguma coisa.

Porque, depois de prestar depoimento na delegacia, eu sairia escoltado e de cabeça baixa? Eu daria uma entrevista às TVs e pediria que todo aquele que soubesse alguma coisa me ajudasse.

Porque alguém que não teme nada, precisa de advogado acompanhando-o em depoimento?

Porque o sumiço dos dois, sendo necessária uma ordem de prisão temporária para que se apresentassem à polícia?

Para quem presta a atenção nas reportagens que foram feitas até agora, pode-se notar que o semblante do pai de Isabela, não tem a aparência de quem está desesperado pela morte tão violenta da filha, seu semblante é mais de preocupação com as conseqüências do acontecido. Já a madrasta está apavorada.

Na quinta-feira, dia 10/04/2008, em entrevista no programa “Hoje em Dia”, da Rede Record, o advogado de defesa, Dr. Levorin, foi sabatinado pelo apresentador Brito Junior e pelo comentarista Persival de Souza e podia-se notar que ele estava desnorteado, sem convicção das coisas que dizia, inclusive da inocência de seus clientes, ficava apenas repetindo termos técnicos de advocacia, sem, contudo responder às indagações feitas a ele.

Em certa altura da entrevista, o comentarista Persival de Souza argumentou com o advogado que a polícia tinha dito que já estava com 70% do caso resolvido. Segundo as alegações do advogado, mesmo com o peso de toda a investigação, tanto policial como científica, ainda assim, acreditava ele na inocência de seus clientes. Persival então perguntou ao advogado, se estando ele certo e a polícia errada, toda a investigação teria que voltar a estaca zero e começar tudo novamente, com que argumentação ele queria fazer isso.

O advogado voltou a repetir termos técnicos e não disse nada com nada, desconversando.

Tanto a família como os advogados de Alexandre, tentam levar a investigação para outro lado, fazendo a alegação e sustentando que havia uma terceira pessoa na cena do crime, o que tem uma ínfima possibilidade de ser verdade. A polícia não estaria tão errada, são profissionais.

Pelo que se pode apurar o único objetivo tanto dos parentes como dos advogados de Alexandre Nardoni é tentar retirá-lo e a sua esposa o mais rápido possível da prisão, porém acho muito difícil que o Desembargador vá assinar a liberação.

O advogado argumentou que Alexandre está arrasado por estar na prisão. Claro que tem que estar, esta é uma das técnicas que a polícia usa, na investigação, tentar com o isolamento, minar o moral do suspeito para ver se consegue uma confissão ou um acordo, deixá-lo solto, propiciaria a ele meios para que em sendo culpado, pudesse organizar melhor as idéias e tentar burlar as investigações, de alguma maneira.

É na realidade um caso muito complicado, que requer, toda cautela, tanto da polícia como da opinião pública, de qualquer maneira, “qualquer um é inocente, até que se prove que é culpado”, ao acusador cabe o ônus da prova. A polícia e a justiça estão fazendo de tudo para descobrir quem matou Isabela, é necessário dar uma satisfação à sociedade e punir o culpado ou culpados.

Na polícia, há profissionais especializados, psiquiatras, psicólogos, cientistas e policiais experimentados, acostumados a lidar com todo tipo de criminoso. Seria o fim da picada, a polícia ter escolhido uma única vertente para as investigações e no fim estar errada, sem querer fazer qualquer juízo de valor ou acusar ninguém.

Na realidade, o que mais desejo é que tenha mesmo, sido um ladrão, que tenha jogado a menina Isabela pela janela, é muito difícil, como filho, pai e avô, acreditar que um pai possa ter feito isso com a própria filha, se ele o fez, deverá receber a pena máxima por seu crime.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Cultura brasileira...

De cara, gostaria de prevenir a quem ler este artigo, que, não sou nem reacionário, nem retrógrada, nem moralista, sou eclético em questões como música, leitura e outros tipos de cultura. Vejo tudo, analiso e gosto de dar minha opinião.
O que será cultura? Isso que passa na TV? Deus me livre.
Infelizmente nossos "artistas", estão unicamente interessados em galgar "fama e ganhar dinheiro". Raros são os que se interessam por "cultura".

Não há um só programa de Rádio ou TV, que esteja interessado em cultura, o interesse é unicamente faturar. Até mesmo a TV Cultura, dita TV Pública, veicula comerciais.
Muitos artistas são até bem intencionados, alguns até com certo exagero, o artista atualmente deixou de ser um idealista, para quem tanto fazia ganhar dinheiro ou não, o que interessava era a divulgação da arte e a realização pessoal, haja vista, que muitos artistas de antigamente, estão ou morreram pobres.

Hoje, os artistas se profissionalizaram, são profissionais de mídia, com o objetivo único e exclusivo de ganhar dinheiro. Fazem faculdade e têm sindicato. A cultura ficou um pouco de lado, embora, ainda existam alguns que escrevam, façam música ou artes plásticas e cênicas com um pouco de idealismo.

Alguns artistas, escritores e dramaturgos confundem liberdade de expressão com dizer tudo que pensa, deixar sair todo tipo de bobagens com um vocabulário chinfrim, cheio de palavrões e coisas do gênero.

Que isso seja usado no Teatro, um recinto fechado, aonde vai quem quer, tudo bem, mas na TV, é lamentável.
Outros confundem fazer arte com tirar a roupa, tanto homens como mulheres, lançam-se no mundo “artístico” pra falar palavrões e tirar a roupa.

Alguns chegam ao cúmulo de pensarem que discutem os problemas existenciais e sociais da nação com suas peças e novelas cheias de palavras inadequadas, sexo e apologia à desobediência aos princípios mais básicos da sociedade.

Em todas as novelas na TV brasileira, os temas abordados giram em torno de: traição, corrupção, sexo, grande incentivo ao consumismo desenfreado, personagens egocêntricos e descontrolados. Os autores pensam que estão passando algum ensinamento aos jovens e adolescentes, estão sim, mas é ensinando a mentir, desobedecer aos pais, enganar, fazer coisas escondidas, envolver-se com pessoas suspeitas e viciadas, corruptas e muitas outras coisas abomináveis. Os autores hoje em dia, não escrevem mais uma história para suas novelas, não há um tema central, a novela muda de rumo, conforme a audiência e a opinião do público.
Infelizmente isso não é cultura.

Escandalizar a sociedade, escancarando os já gravíssimos problemas que afligem e afetam a vida cotidiana, não ajuda em nada, apenas são usados para obter audiência televisiva, sem discutir ou apresentar solução alguma. O único objetivo disso tudo é dinheiro.

Alguns programas de TV, ditos culturais ou que pretendem sê-lo, seriam totalmente dispensáveis. Programas sensacionalistas que agravam ainda mais, os já graves, problemas sociais nacionais. Programas cujo único objetivo é discutir a vida privada dos outros, fazer e lançar fofocas e farpas, promovendo ou derrubando este ou aquele. Programas que fazem apologia a drogas, violência, homossexualismo, consumismo, nada disso é cultura.

O sexo, é um capítulo à parte na TV brasileira, é muito difícil se achar um programa cujo assunto não seja sexo, em tudo há apologia a isso, quando não escancarada, a referência é feita subliminarmente, com gestos, palavras e sugestões sutis, sem contar os programas onde as mulheres e homens tiram a roupa literalmente. Nada disso é cultura. Cultura é outra coisa.

Claro que existem muitos programas que merecem a nossa apreciação e o nosso louvor, são programas e apresentadores de boa reputação, que apresentam programas realmente culturais, que transmitem alguma coisa aproveitável à nossa sociedade, que levam para nossos lares a discussão de assuntos de interesse da família e que podem em muito ajudar a administrar esse país à deriva.

Não citarei aqui nomes nem de pessoas nem de programas, por motivos óbvios.

Grande parte dos programas exibidos na TV e no Rádio seria totalmente dispensável, no caso da gente querer que isso representasse cultura.

A maioria dos programas é exibicionismo e futilidade pura.

Qualquer pessoa pode dizer que é muito simples selecionar isso tudo, basta mudar de canal. Não é este o problema que estou discutindo aqui. O que estou querendo colocar é o que é chamado de “cultura” e o que é “cultura” mesmo.

Os artistas chamam tudo de cultura.

Cultura é o que pode acrescentar algum conhecimento, que seja proveitoso para o ser humano em sua vida diária. Não o que certas pessoas usam simplesmente pra encher os bolsos de dinheiro.

Os programas humorísticos, todos eles, sem exceção, são apelativos ao sexo, tratando temas sérios como banalidades. Os humoristas deveriam prestar um serviço à nação, usando sua inteligência para criticar e expor os graves problemas sociais nacionais, sem contudo apelar para o sexo puro e simples.

Cultura escrita. Livros e revistas, são adquiridos e lidos por uma ínfima parcela da população, pouco ou quase nada influenciam na opinião pública, em todo caso, compra livros, revistas e jornais, quem pode, então o dano é muito menor.

A música, esta atinge a grande massa da população, tem grande apelo ao sexo, conduz os jovens e adolescentes a práticas não recomendáveis, apologia ao uso de vícios, violência, desobediência e outras tendências. Tudo bem, escuta quem quiser, mas que poderia ser um pouco mais cultural, isso poderia.

A quase obrigatoriedade da cultura corporal é algo que assombra em nossa sociedade. Criou-se uma obrigatoriedade em torno da cultura do corpo, que está levando jovens à morte. Instituiu-se que a magreza é a tônica do momento, quem não for magérrimo, está fora de moda, quem não praticar esportes que modelem o corpo é “off”, está por fora, não se enquadra no perfil atual.

Quanta idiotice junta, me desculpe quem gosta disso. ´

Os exercícios físicos e a cultura corporal, deviam ser usados para trazer saúde ao nosso corpo, não para nos encher de neuras e manias, nem provocar doenças. Tudo isso é apenas apelação porque o fisiculturismo é um nicho que dá muito dinheiro, há mais academias nas cidades do que igrejas, têm mais gente adorando o corpo do que rezando. Dentro deste contexto, tem gente adoecendo por tomar “bombas” e “coquetéis” milagrosos, que vão fazer isso ou aquilo com o corpo, tem gente ficando anorexica por fazer regimes forçados, muitos de fome absoluta, pelo simples fato de se imaginarem “gordas” ou “feias”.

Tudo isso são modismos, meios que alguns espertalhões acharam pra ganhar dinheiro fácil. Isso também não é cultura.

Ser gordo ou magro não é importante, tem gente gorda feliz e gente magra infeliz.

Bem o assunto sobre cultura está posto aqui...críticas e outras sugestões são bem-vindas.

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