segunda-feira, 31 de março de 2008

Pesquisa fajuta...

Dizer que a pesquisa CNI/Ibope é falsa ou mentirosa, não seria correto. O que ela é, com certeza, é incorreta.

Afinal a pergunta foi: “Como você avalia a atuação do governo Lula” ou “O senhor aprova ou desaprova a maneira como o presidente Lula está governando o Brasil”?

Foram entrevistadas 2002 pessoas em 141 cidades “por todo o Brasil”.

Se, foram feitas as duas perguntas, a pesquisa está confusa, ou foi feito de propósito pra confundir a quem respondeu.

Avaliar a atuação do governo Lula é uma coisa, aprovar ou desaprovar a maneira como o governo está sendo conduzido é outra, bem diferente.

Se me fosse perguntado como eu avalio a atuação do governo Lula, responderia que ele tem agido basicamente com correção, procurando dinamizar os problemas e a economia nacional, mas que tem beneficiado somente a certas classes sociais, em detrimento dos mais pobres, que tem se conformado em receber os famigerados “cartões fome”.

Agora, se me fosse perguntado se eu aprovo ou desaprovo a maneira como o Lula tem administrado o país, diria que ele é um sem noção, não tem conhecimento das coisas que acontecem dentro do próprio banheiro privado dele, no Palácio do Planalto, ele se acerca de gente inescrupulosa e desonesta que tem dilapidado os cofres públicos, envolvidas em escândalos a todo o momento, ele se preocupa com problemas econômicos, para agradar aos poderosos industriais internacionais em detrimento dos problemas do povo, dos trabalhadores, dos aposentados, dos desvalidos, que foram suas bases nas campanhas eleitorais. Ele pode até atuar bem no governo, mas a maioria das coisas que deveriam ser feitas para o povo brasileiro, não o são, o que nos leva a desaprovar a sua administração.

Vejamos outra questão. Foram entrevistadas 2002 pessoas em todo o país (em 141 municípios). Ora, isso é um escracho, com a opinião pública, tenho uma família de 3 pessoas e dentro dela, a opinião de 1 delas, não representa a opinião da família, imaginem um país com 170 milhões de pessoas, 2002 não representa nada, absolutamente nada, ainda mais com uma pesquisa totalmente dirigida.

Está claro, que 2002 pessoas não podem minimamente, expressar a opinião do povo brasileiro, essas pesquisas são dirigidas e tendenciosas, apenas pra provocar a oposição (?) e para o Lula poder jactar-se de sua popularidade, sem contar que com isso pode-se manipular a opinião de paupérrimos e pessoas desinformadas.

Foram “visitados” 141 municípios, dos 5.561 municípios brasileiros, isso representa um percentual de 0,039%, das cidades, 2002 pessoas, representam 0,084 da população do nosso país, é uma pesquisa absurda, que não representa nada, absolutamente nada, o que ela diz é que em certos municípios, 0,084% da população gosta do Lula.

Tenho certeza que essa pesquisa foi “dirigida”.

Podemos ter a certeza de que nas filas dos postos de atendimento do INSS, ninguém foi entrevistado, nem nas filas dos hospitais públicos em qualquer cidade do país, nem foi perguntado a nenhum morador de rua, muito menos nos asilos. Esta pesquisa mentirosa não entrevistou ninguém nas barrancas dos rios amazônicos, onde o ribeirinho nem sabe o nome do Presidente da República e não tem como sair da mata por ramais mal cuidados, tendo que viajar dias e dias pelos rios, com seus doentes envolvidos em redes em canoas improvisadas, não foram entrevistados os nordestinos vítimas da seca no nordeste brasileiro, que vivem porque não morrem, pessoas sofridas e desvalidas, abandonadas pela sorte e pelo governo, que passam fome e sede, duvido que alguém tenha subido os morros do Rio de Janeiro, e perguntando às vítimas de balas perdidas se elas gostam do Lula.

Os recenseadores com toda certeza não foram para frente dos presídios, superlotados, entrevistar os parentes dos apenados, não perguntaram a nenhum catador de papel ou aquelas pessoas que vivem nas feiras livres, procurando comida no lixo, para sustentar suas famílias, muito menos eles entrevistaram alguém nas centenas de quilômetros de congestionamento das avenidas de São Paulo ou no empurra, empurra das estações de ônibus, metros e trens. Esses “pesquisadores” não vieram certamente aos bairros periféricos de Rio Branco no Acre, onde pessoas moram em milhares de “casas” improvisadas, sem nenhum saneamento básico, sem posto de saúde, sem luz elétrica, tendo que caminhar muito para pegar uma condução, suja e em péssimas condições de conservação, não foram aos seringais, nem às matas onde “se ficar o bicho pega, se correr o bicho come”. Garanto que nenhuma das mais de cinqüenta vítimas de morte por dengue no Rio de Janeiro foi entrevistada, nem seus parentes, nem os milhares que estão nas filas esperando por atendimento, é muito improvável que algum integrante do MST e outros órgãos do tipo tenham sido entrevistados, eu não fui, você não foi, na realidade, acho que ninguém foi. Esta pesquisa é uma pesquisa de gabinete.

Se foram entrevistadas apenas 2002 pessoas, o que custa colocar na Internet a lista com o nome das pessoas, com CPF e RG, endereço e telefone, para que possa ser comprovado por qualquer um desconfiado igual a mim?

Não há pesquisa alguma, o que há é muita conversa fiada, quando o governo está muito envolvido em coisas estranhas, vem logo uma pesquisa destas pra servir como pano de fundo e cortina de fumaça.

É revoltante a gente ter que aturar este tipo de coisa.

Gente morrendo de dengue, de frio, de fome, de gripe, o povo brasileiro morando mal, sem trabalho, sem perspectiva de vida, sem esperança, nossos jovens saem das faculdades e não há onde trabalhar, políticos e funcionários públicos fazendo farra com “cartões corporativos”, gente se locupletando fartamente à custa do dinheiro público e o presidente se preocupando com sua popularidade, podem acreditar, isso é manobra para sugerir dentro de algum tempo, uma emenda constitucional que permita um terceiro mandato.

Fora Lula, fora Evo Morales, fora Hugo Chaves, fora todos os corruptos.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Alguém está levando alguma coisa nisso...

Li uma reportagem que dava conta de que o Governo do Estado de São Paulo está implantando um projeto, para tentar minimizar a deficiência do transporte escolar público.
O projeto consiste em distribuir bicicletas para os alunos com idade entre 11 e 14 anos, para que as crianças as usem para chegar à escola, uma idéia absurda.
Não é atribuição das crianças, deslocarem-se até a escola, mas obrigação do governo transportar as crianças que moram longe das escolas.
Dá pra imaginar, uma criança de 11 anos de idade, indo para a escola de bicicleta?
Os perigos de uma empreitada destas são inúmeros. Acidentes podem acontecer, atropelamentos, roubos e muitas outras coisas. Imaginem se nossas crianças são agredidas e roubadas por causa de tênis e chapéus, pulseiras e bijuterias, avaliemos uma criança de 11 anos pela rua com uma bicicleta, será alvo fácil para ladrões e larápios de toda sorte.
Eu tenho um filho de 14 anos e jamais o deixaria ir para a escola pilotando uma bicicleta. É o mesmo que dar um revólver carregado para uma criança brincar.
Os burocratas, que ficam dentro de seus gabinetes, no ar condicionado, não têm conhecimento das dificuldades das pessoas comuns todos os dias. Conforme declaração da coordenadora do projeto, ela não sabe como as crianças farão nos dias de chuva, ou se o percurso é muito longo para ser coberto de bicicleta por uma criança.
Podem ter certeza, alguém está levando alguma coisa na venda destas bicicletas, disso nem precisamos ter dúvida.
Acho que o Governador José Serra, está dando uma “bola fora”, com um projeto desses. Governador, não vá depois dizer que “não sabia de nada”. A responsabilidade é toda sua.
Sugiro outro projeto: vamos tirar os carros oficiais e dar uma bicicleta aos deputados estaduais e vereadores e porque não também ao Senhor Governador.

terça-feira, 25 de março de 2008

A Rede Globo passou dos limites...

Nos meus cinquenta e quatro anos de vida, desconheço algum evangélico que possa tomar uma atitude parecida com a que foi representada na novela Duas Caras, da Rede Globo.

Ser cristão, significa, seguir a Cristo, procurar ser como Ele foi, tentar imitar-lhe as atitudes, requer mansidão, compreensão, bondade, requer saber perdoar e aceitar que cada ser humano é diferente um do outro e aceitar essas diferenças, ser cristão, não implica querer impor nada a outras pessoas, nem aceitar imposições que possam violentar a nossa fé.

Estigmatizar os cristãos (evangélicos), como loucos, violentos, intolerantes, agressivos é o mesmo que passar uma autorização para ser chamado de burro, e isso, sabemos que o autor da novela, Agnaldo Silva, não é, senão não faria parte do quadro de autores de uma das maiores redes de TV do mundo.

Contrariamente a atitude do autor, li uma entrevista dele, na Folha Universal, onde ele diz que seus funcionários pessoais, que trabalham para ele em sua casa, são todos evangélicos, portanto, ele, mais do que ninguém, deveria ter conhecimento da personalidade de pessoas evangélicas.

Possivelmente, mesmo tendo conhecimento disso, ele tenha recebido ordens, certamente da direção da emissora, para fazer o que fez. Todo brasileiro, do Oiapoque ao Chuí, sabe perfeitamente, da briga que há entre a Rede Globo e as outras emissoras, principalmente a Rede Record.

Já é prática usual, dentro da programação da Globo, a estigmatização e a ridicularização de personagens evangélicos, como já aconteceu em outros episódios.

Logo no início da novela, quando apareceram os evangélicos, colocando ali naquela comunidade fictícia um ponto de pregação, tendo no decorrer da novela, este núcleo se destacado, comentei com minha esposa de que aguardasse, pois, dentro em breve o desenrolar da novela, iria usar de alguma artimanha, para ridicularizar a comunidade evangélica, não foi preciso esperar muito.

Deixo aqui o meu protesto, como cristão, nascido em lar evangélico, porém, que agora, no momento não pratica a religião, mas mesmo não sendo praticante, tenho plena consciência de que nenhum grupo de religiosos evangélicos, por mais radicais que fossem, se existisse algum grupo evangélico radical, o que não é o caso, seria capaz de tomar uma atitude daquelas, se a tomassem, não poderiam ser considerados evangélicos, o que aconteceu naquela ficção, foi uma demonstração de como seriam pessoas, quando possuídas por espíritos demoníacos, muito ao contrário, das atitudes de um grupo de evangélicos.

Tal demonstração, serviu apenas de instrumento para tentar ridicularizar a comunidade evangélica, porém, ao que parece não conseguiu, porque todo mundo viu que era algo que não poderia acontecer com pessoas civilizadas e que tivessem um mínimo conhecimento sobre qualquer tipo de religião, qualquer que fosse ela. No Brasil não temos seitas radicais, é grande a religiosidade do povo brasileiro.

Ficou portanto, demonstrado que o episódio, serviu apenas como tentativa de induzir a opinião pública a acreditar que evangélicos são pessoas radicais e violentas, quando na verdade é o contrário, são pacíficos, ordeiros e benevolentes.

Previsão do Tempo