terça-feira, 16 de outubro de 2007

Aos mestres com carinho...

Quem de nós na infância não foi apaixonado pela primeira professora?

Dona “Dora” como a gente a chamava era um doce de pessoa, era uma negra muito bonita, naquele tempo ainda jovem, acho que tinha uns trinta e poucos anos, o sorriso sempre muito branco, sempre uma palavra de carinho, todos eram apaixonados por ela, foi a minha primeira professora.

Infelizmente, o professor em nosso país é pouco valorizado pelo poder público, o salário é incompatível com a função que exerce. Se pensarmos que on professor é responsável pelas primeiras coisas que nossos filhos aprendem, que são eles, na realidade que os orientam e os instruem, que os influenciam para o resto de suas vidas, certamente daríamos mais valor a esta profissão tão bonita.

O professor é aquele que acompanha a criança desde a tenra idade até que ela se forma numa faculdade, a importância de um bom professor na vida de uma pessoa é algo importantíssimo.

Fico pensando o que deve ser para um professor primário, como o é a minha esposa, tendo que cuidar de 38 alunos dentro de uma sala de aula, todos os dias, durante dez ou onze meses do ano. Não é à toa que muitas vezes ela chega em casa estressada.

O professor deveria ter algumas vantagens sobre os demais profissionais. Não deveria pagar passagem de ônibus, nem entrada em qualquer casa de espetáculo, deveria ser atendido em primeiro lugar em bancos e repartições públicas e consultórios médicos. Isso pra citar apenas algumas coisas.

O salário dos professores é algo absurdo, pela função que exercem. Vemos neste país de meu Deus, os políticos ganhando verdadeiras fortunas e os professores com salários de fome, que mal dá pra se sustentarem e às suas famílias.

Que vantagem trás para a sociedade um político?
Que vantagem trás para a sociedade um professor?

Quando meditamos e respondemos essas duas perguntas, vemos a grande injustiça feita com os nossos mestres.

Fica aqui o meu louvor aos mestres em geral, sejam eles do ensino fundamental, médio ou superior, nossos parabéns a esses heróis anônimos da nação brasileira, que fazem tanto e recebem tão pouco.

Parabéns professor pelo seu dia!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Pula, pula...

O assunto do momento é a “fidelidade partidária”.

Se o mandato pertence ao partido pelo qual o candidato se elegeu, que função teve o candidato nisso tudo então? Existem candidatos que se elegeriam mesmo não estando filiados a partido nenhum, se isso fosse possível. Existem partidos que elegem qualquer candidato. Temos portanto um impasse.

É muito difícil julgar e definir de quem é o mandato. Do candidato ou do partido?

Se o mandato pertence ao partido, então deveríamos votar de modo diferente. Deveríamos votar na sigla partidária e não no candidato e que o partido, tendo ganhado uma ou mais cadeiras, indicasse a pessoa que ele quiser para assumir a vaga ganha pelo partido na Câmara Municipal, na Assembléia ou na Câmara Federal e no Senado. Isso iria ensejar confusões homéricas dentro dos partidos, as pessoas de menor poder aquisitivo, com menos influência dentro do partido, nunca teriam chance de se elegerem. Estaria estabelecida a “Caciquelândia”, onde só os caciques dos partidos seriam indicados para os “cargos” de Vereador, Deputado ou Senador. Seria hilário ver isso acontecer.

Em pertencendo o voto ao candidato que suou a camisa para consegui-lo, fica a pergunta.
Para que necessitaria o eleito de um partido? Se sua força não está na legenda, mas sim no seu carisma pessoal, no seu trabalho de convencimento junto ao povo, no quanto ele pode “dar” ao povo. Novo impasse, seriam eleitos aqueles que “pudessem” mais, os que tivessem “maior” poder de convencimento, aqueles que oferecessem mais.

Vamos raciocinar:
Se a gente tivesse que votar no partido, os partidos teriam que fazer grandes campanhas, mas grandes mesmo, teriam que convencer o povo de seus ideais e de suas ideologias, nós, o povo votaríamos segundo nosso discernimento de qual partido teria o melhor plano para melhorar a vida do povo.

Para votar somente no candidato, se ele pudesse se eleger sem partido, ele teria que ser bastante convincente, teria que provar que poderia fazer alguma coisa pelo povo, teria que “dar” muito ao povo para que fosse eleito, e quando digo dar seria dar mesmo, se hoje se ganha eleição comprando votos, imagine com um regime desses, de quem pode mais chora menos. Os candidatos com poucos recursos e com pouca cultura, não teriam nenhuma chance, claro, sempre há aqueles candidatos que são carismáticos e mesmo sem dar nada se elegeriam.

Bem, a grande pergunta é: De quem é o mandato?

Pode existir partido sem candidato?
Pode existir candidato sem partido?

O partido está intimamente ligado ao candidato e vice-versa. Um não coexiste sem o outro.

O que temos no Brasil é um problema de “democracia”, não de eleição. O Brasil ficou tão “democrático” que se tornou “autoritário”. O Poder Judiciário decide o que é competência do Legislativo, pois, o próprio não tem condições de faze-lo, pelo simples fato de que tudo em política no Brasil, torna-se polêmico.

Hoje no Brasil, não temos candidatos nem partidos com ideologia, ambos tem apenas fisiologia, ou seja, é tudo um jogo de interesses, partidários e particulares que acabam se confrontando. Foi-se o tempo dos partidos com ideologia, que defendiam suas idéias e ideais com unhas e dentes, foi-se o tempo dos candidatos (eleitos ou não) que defendiam idéias e ideologias ao invés de interesses.

É vergonhoso vermos políticos em geral, pulando de partido, hoje têm uma ideologia, amanhã têm outra, isso no popular chama-se “falta de personalidade” e pode ser chamado de falta de outras coisas.

Em resumo, para que um candidato chegue a ser eleito, há uma união de forças, parte dela do partido e parte dela do candidato. O que deve acabar é o fisiologismo, que faz com que as pessoas pulem para lá e para cá, de acordo com os seus interesses pessoais. O candidato deve pensar muito bem antes de se filiar a algum partido, ver se está de acordo com a ideologia do mesmo, o partido por sua vez, deve analisar as pessoas que coloca em seus quadros e a quem apóia nas eleições, mas querer isso da classe política é pura “utopia”.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Reflexão do dia das crianças...

São pequeninos seres
Que em tudo dependem de nós
Dentro deles há um espírito que muito precisa aprender
Cabe a nós, adultos, a tarefa de lhes dar orientação

Não há nada mais doce, mais sublime, mas gratificante, mais calmante do que o sincero sorriso de um bebê. Ele sorri, não porque acha graça, ele sorri, porque é a única maneira que conhece de se comunicar com os outros seres que estão à sua volta. É algo forte, sincero, que não vem da mente, mas do coração.

São seres pequeninos, frágeis, dependentes, mas que tem muito a nos ensinar. Eles não têm malícia, são seres puros.

Pudéssemos nós, sermos como crianças e nosso mundo seria melhor, muito melhor.

Pena que todos, um dia nos tornamos adultos, egoístas e insensatos.

Neste mundo, tudo depende das crianças, se quisermos um mundo melhor no futuro, isso depende do que ensinarmos hoje para elas, tudo depende do exemplo que estamos dando, dos ensinamentos que estamos ministrando às nossas crianças.

Dia 12 de outubro é o “dia das crianças”, o dia do futuro.

Nós que hoje estamos na terceira idade, os que já morreram, fomos irresponsáveis e inconseqüentes com o que seria o nosso próprio futuro, hoje temos que assumir as conseqüências. O século passado foi o século das descobertas, do desenvolvimento, porém não foi o século da preparação para o futuro, a Terra está agredida e a natureza responde da única forma que sabe, atacando, revidando.

Reflitamos neste “dia das crianças”, que não seja somente um dia de brinquedos e brincadeiras, mas um dia de reflexão, que cada adulto, cada pai, cada professor tome sobre si a responsabilidade de conscientizar nossas crianças de quanto o futuro delas depende de como agimos no presente.

Previsão do Tempo